" CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ "

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

AS MUDANÇAS NA IGREJA SOB A INFLUÊNCIA DO PAPA



AS MUDANÇAS NA IGREJA SOB A INFLUÊNCIA DO PAPA

A tradição católica traduz no texto do evangelho de Mateus 16,18 que descreve: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, a fundamentação de uma doutrina segundo a qual a hierarquia estruturada da Igreja atual assume o poder como uma instituição criada por Jesus. Esta é uma declaração polêmica. Muitos teólogos e biblistas rebateram esta afirmação, uma vez que Jesus compartilhou com seus discípulos(as) numa comunidade fraterna itinerante com atitude de perdão, de justiça e paz.
As mudanças ocorrem e isto é uma verdade. Não é diferente no mundo da Igreja. Convivemos com os 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962 - 1965). De lá para cá pouco se cumpriu no que diz respeito aos 16 documentos assinados pelos papas João XXIII e Paulo VI. Depois de João Paulo I e João Paulo II, veio Bento XVI (Joseph Tatizinger, alemão). Sobre o ecumenismo o Concílio decreta em “Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos” (Unitatis Redintegratio(UR), 1), reconhecendo “todos que de alguma forma já pertencem ao Povo de Deus (UR,3). Ainda falta muito principalmente no tocante ao diálogo entre as diversas religiões. A Igreja Católica Apostólica Romana não pode continuar com as atitudes da cristandade  do período medieval imperando com as afirmações como detentora da verdade, a única Igreja como caminho de salvação. Neste mesmo documento aconselha que “em tudo cultivem a caridade” (UR,4).
Na América Latina celebramos os 40 anos da Teologia da Libertação que trouxe mudanças no contexto da Igreja ser uma grande comunidade eclesial de base fundamentada na experiência da caminhada do Povo de Deus inspirado no livro do Êxodo e no Evangelho de Jesus Cristo. O exemplo dos primeiros cristão ensina que a Igreja deve ser em comunhão fraterna, na fração do pão e em oração, compartilhando tudo com todos, convivendo em unidade. Vendiam as suas propriedades e seus bens para repartir o dinheiro entre todos, segundo a necessidade de cada um (cf. At 2,42-47).
 Quais os problemas não resolvidos na Igreja Católica no mundo moderno? E o que precisa mudar? Alguns pontos podem ser citados como temas polêmicos que causam impacto no contexto social, a saber: A liturgia da missa ainda é celebrada do mesmo jeito como era nos séculos passados; o celibato é exigido para todos os seminaristas como um critério para ser padre; a formação dos seminaristas e agentes de pastorais é desarticulada do compromisso com os pobres, são orientados para administrar ainda uma paróquia; a infabilidade do papa; a falta de participação feminina nas decisões da Igreja como o direito de celebrar ou até eleger ou ser eleita uma papisa; o homossexualismo dentro da Igreja; o planejamento familiar é orientado pelo catecismo romano e não pela realidade atual da família, considerando pecado os métodos anticonceptivos; o divórcio é outra realidade vista como um pecado e não como uma questão legal; a falta de diálogo inter-religioso e o ecumenismo defendido pelo Concílio Vaticano II ainda estão ano-luz de distância para uma vivência à luz do evangelho de Jesus Cristo. Diante de tudo isto, diz Hans Küng, teólogo suíço, “A Igreja está doente porque vive no século XI”.
A renúncia do papa Bento XVI previsto oficialmente para o dia 28/02/2013, traduz um princípio de mudança em favor de um mundo melhor, tendo em vista os limites de um sacerdote-professor sem condições de resolver as questões supracitadas. A escolha do Sumo Pontífice poderia acontecer no processo democrático pelos membros da Igreja Católica que pelo batismo iniciaram na fé cristã e não somente pelos cardeais. Nós votamos no nosso presidente da república, por que os católicos não podem votar na escolha do papa?
Já chegou o tempo para um novo cristianismo possível de convivência entre as diversas religiões. É preciso entender a responsabilidade coletiva na construção da história humana baseado no Evangelho de Jesus. O Reino de Deus começa no mundo criado por meio da grande Igreja Povo de Deus serva e pobre. A cristandade já passou. Jesus não criou o cristianismo nem fundou uma religião. “O culto a Jesus vai substituindo o seguimento de Jesus” (J. Comblin). A religião é simbólica e doutrinal. O evangelho é vivo, real e social. Exige renúncia ao poder.
 Diante das questões que exigem mudanças na Igreja cabe esta reflexão aqui exposta em favor do Evangelho que vem de Jesus Cristo que sempre defendeu os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos... “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2,7).

*Jonas Serafim, licenciado em Ciências da Religião.
(serafimjonas@yahoo.com.br)





  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

LIÇÃO DE VIDA




Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as  tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias...

E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava,passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por
entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar:
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.

Dias e semanas passaram. Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.

Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.

Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira  deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...

Moral da História:

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.

A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.

Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

" O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

TABU


Origem: Wikipédia
De modo geral, pode-se definir tabu como qualquer assunto ou comportamento inaceitável ou proibido em uma determinada sociedade.
Um tabu é um assunto cuja discussão costuma ser evitada pela população em geral, devido à diversas razões: seja porque este seria alvo de opiniões contraditórias; porque trata-se de um assunto que interfere com a sensibilidade das pessoas; porque seja uma pauta polêmica capaz interferir com a moral e bons costumes da sociedade etc.
Conforme estudos do psicanalista Sigmund Freud (final do século XIX/ início do século XX) e do antropólogo Levi-Strauss (segunda metade do século XX), tabu (palavra originária de um grupo aborígene austral) seria um sentimento social coletivo sobre um determinado comportamento ou assunto, seria uma ponte entre duas determinações comportamentais, uma biológica e outra cultural. Desta forma, segundo o sociólogo e antropólogo Fernando Henrique Cardoso, referindo-se ao chamado "Pai da Psicanálise Social", que também o foi Freudtabu não - difere de e das chamadas 'regras sociais', as quais são um tipo de construções culturais, pertencentes às sociedades mais complexas e avançadas, que tendem ao seu desenvolvimento cultural e se chocam com princípios que podem ou não se identificar com o Poder de o ser estudado, no um padrão social europeu, uma vez que os princípios de forma geral são os mesmos, só os chamados vícios de comportamento que mudam.

[editar]Tabu linguístico (tipos e características)

O termo tabu tem um significado muito extenso, dessa forma, segundo Fernando Henrique Cardoso, mas, em geral, significa que uma coisa é proibida e ou nâo culturalmente ainda assimilada e/ou que NÃO- o será assimilado, por tal sociedade antropologicamente formada. O significado de tabu ramifica-se em duas direções opostas: por um lado significa consagradosagrado(e/ou aculturado), por outro, significa misterioso(ainda não entendido e/ou assimilado), "SIGNIFICANDO-perigoso, proibido e imundo".
O tabu é de importância mas vital para a linguística porque impõe uma proibição não só sobre certas pessoas, animais e coisas, mas também sobre os seus nomes, principalmente, segundo Maria Da Silva, no que se refere ao trabalho dos Diplomatas entre as Nações e/ou Povos, de forma-geral. Normalmente, para escapar aos chamados "tabus", utilizam-se eufemismos. Os tabus da linguagem dividem-se em três grupos de acordo com a usa motivação psicológica: uns são devido ao medo, outros a um sentimento de delicadeza e outros ainda a um sentido de decência e decoro.
Os tabus de medo têm a ver com o pavor em que são tidos os seres sobrenaturais, que impuseram tabus sobre seus nomes, como é por exemplo, o diabo. As criaturas e as coisas vulgares dotadas de qualidades sobrenaturais podem tornar-se alvo de terror e tabus. Os nomes dos objectos inanimados podem também ser afectados por uma proibição tabu. As superstições relacionadas com a mão esquerda levaram à criação de eufemismos em várias línguas.
Os tabus de delicadeza verificam-se na tendência humana geral em evitar a referência directa a assuntos desagradáveis. Principalmente, no que a doença ou morte ou então sobre nome dos defeitos físicos e mentais. Ainda outro tipo de palavras evitadas por razões de delicadeza é aquele que se relaciona com o acto de roubar.
Os tabus de decência são geralmente associados a sexo, certas partes e funções do corpo e a juramentos.


TOTEM


Origem: Wikipédia.
Totem (em Portugal, também tóteme) é qualquer objetoanimal ou planta que seja cultuado como deus ou equivalente por uma sociedade organizada em torno de um símbolo ou por umareligião, a qual é denominada totemismo. Por definição religiosa podemos afirmar que é uma etiqueta coletiva tribal, que tem um caráter religioso. É em relação a ele que as coisas são classificadas em sagradas ou profanas. Segundo Schoolcraft, analisando os termos dos totens tribais da América do Norte, "o totem, diz ele, é na verdade um desenho que corresponde aos emblemas heráldicos das nações civilizadas e que cada pessoa é autorizada a portar como prova da identidade da família à qual pertence. É o que demonstra a etimologia verdadeira da palavra, derivada de 'dodaim', que significa aldeia ou residência de um grupo familiar".

[editar]Características

Totem é uma palavra dos indios, designa simplesmente o “Brasão” ou as “Armas” que a família o traz. O “Brasão” era pintado ou cravado na maioria dos objetos usados pelo proprietário.
As famílias dos indios americanos mandavam esculpir os seus Totens, quando podiam. Geralmente, eram altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no elmo e em geral era um animal selvagem, ave ou peixe.
Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia


O Totem:

 A espiritualidade dos nativos norte americanos





Quando visualizamos a cultura norte americana antiga
 é difícil não ficar intrigado com os mastros de madeira
 esculpida que eles fizeram, nessas esculturas é possível
 encontrar diversos animais e formas que se conectam
 ao nosso subjetivo e nos fazem imaginar possíveis explicações
 para todos eles. Estes mastros são como os brasões das
 famílias portugueses são marcas individuais ou coletivas
 de pessoas, famílias e clãs que revelam muito sobre 
a identidade espiritual dos nativos.

A palavra “totem” tem origem na tribo Algonquina
 e deriva da palavra “OTOTEMAN” que significa guardião
 pessoal, ou seja, o totem é o símbolo daquilo que protege a
 pessoa como um “anjo da guarda” em nossa cultura, para os
 xamãs o totem pode ser invocado em um momento de precisão
 ou então este espirito pode possuir a pessoa fazendo com
 que ela se transforme mentalmente ou até mesmo fisicamente.
 Está crença de transmutação animal é muito forte no nativo
 norte
 americano devido a ligação deste com a natureza, logo é
 frequente lendas e relatos sobre animais que ajudam
 os índios ou índios que se transformam em animais
 para enfrentar uma situação de risco.

Assim como os signos os totens são definidos pela
 data de nascimento, mas outras culturas optam
 por métodos diferentes, no caso norte americano
 na passagem que as crianças fazem para 
adolescência é que o mastro-totem é construído
 e ele simboliza o início de uma proteção na vida
 perigosa que está por vir que é a idade adulta.
 No entanto existem muitas particularidades que
 divergem de acordo com a ocasião, mas sempre
 seguindo o principio de proteção e auxilio nas dificuldades





O Mastro-Totem possui uma ordem vertical que
 representa a família de animais e plantas que a 
pessoa está conectada, na parte superior fica a forma
 de vida que está mais próxima a ela e por isto é o
 guardião principal, mas  como existem muitas situações
 de risco outros animais ficam abaixo do principal e podem
 ser utilizados para funções que forem mais adequadas
 a suas habilidades. Está cultura é repleta de mistérios e
 possui uma ligação harmônica com a natureza que
 demostra o verdadeiro espírito do nativo norte americano,
 algo que infelizmente esta ausente nos dias atuais.  
  (Jonatan Tostes).

                                                                                                                                                           

AGNOSTICISMO




Agnosticismo é a visão de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas, é desconhecido ou incognoscível. É o meio termo sobre existencia ou não de divindades.[1][2][3] O agnosticismo pode ser definido de várias maneiras, e às vezes é usado para indicar dúvida ou uma abordagem cética a perguntas. Em alguns sentidos, o agnosticismo é uma posição sobre a diferença entre crençaconhecimento, ao invés de sobre qualquer alegação específica ou crença. No sentido popular, um agnóstico é alguém que não acredita nem descrê (não nega a possibilidade) naexistência de um Deus, ao passo que um ateu não acredita na existência de um ou mais deuses (mas também não necessariamente nega, como é o caso do ateísmo cético).[3] Em sentido estrito, no entanto, o agnosticismo é a visão de que a razão humana é incapaz de proporcionar fundamentos racionais suficientes para justificar o conhecimento da existência ou não de Deus. Dentro do agnosticismo existem ateus agnósticos (aqueles que não acreditam que uma divindade ou mais divindades existam, mas que não negam/descartam a possibilidade de suas existências) e os teístas agnósticos (aqueles que acreditam que um Deus existe, mas não afirmam saber isso).
Thomas Henry Huxley, um biólogo inglês, cunhou a palavra "agnóstico", em 1869.[4] No entanto, pensadores e trabalhos escritos anteriores já têm promovido pontos de vista agnósticos. Eles incluem Protágoras, um filósofo grego do século V a.C.[5] e o mito da criação Nasadiya Sukta no Rig Veda, um antigo texto sânscrito.[6] Desde que Huxley cunhou o termo, muitos outros pensadores têm escrito extensivamente sobre o agnosticismo.
Etimologia
Agnosticismo derivou-se da palavra grega agnostos, formada com o prefixo de privação (ou de negação) a- anteposto a gnostos(conhecimento). Gnostos provinha da raiz pré-histórica gno-,que se aplicava à ideia de saber e que está presente em numerosos vocábulos da língua portuguesa, tais como cognição, cognitivo, ignorar, ignoto, ignorância, entre outros.

[editar]Uso

Muitas pessoas usam, erroneamente, a palavra agnosticismo com o sentido de um meio-termo entre teísmo e ateísmo, ou ainda, que se trata de uma pessoa sem posicionamento sobre crenças. Isso é estritamente incorreto, teísmo e ateísmo separam aqueles que acreditam em divindades daqueles que não acreditam em divindades. O agnosticismo separa aqueles que acreditam que a razão não pode penetrar o reino do sobrenatural daqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teística.
Alguém que admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão — portanto agnóstico — pode com base nisso não ver motivos para crer em qualquer deus (ateísmo fraco), ou pode, apesar disso, ainda acreditar em algum deus por  (fideísmo). Nesse caso pode ser ainda um teísta, caso acredite em conceitos sobrenaturais como propostos por alguma religião ou revelação, ou um deísta (deísmo), caso acredite na existência de algo consideravelmente mais vago.

[editar]História

Thomas Henry Huxley (1825-1895),biólogo evolucionista, cunhou o termo "agnosticismo".
Pirro de Elis (c360 a.C. - 270 a.C.) filósofo grego nascido em Élida, fundador da escola filosófica, o ceticismo, uma doutrina prática, também conhecida como pirronismo, que se caracterizava por negar ao conhecimento humano a capacidade de encontrar certezas. Filósofo de teorias complicadas, acompanhou Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), na conquista do Oriente, ocasião em que entrou em contato com os faquires da Índia. Estudou filosofia com o atomista Anaxarco de Abdera, durante e após esta expedição (334-325 a.C.) e iniciou-se no magistério (324 a. C.), na cidade de Élida. Ao meditar sobre os discursos filosóficos de sua época, concluiu que todas as doutrinas eram capazes de encontrar argumentos igualmente convincentes para a razão. Desdobrou sua filosofia em três questões: qual a natureza das coisas, como devemos portar-nos ante elas e o que obtemos com esse comportamento. Para ele toda intenção de ir além das aparências está condenada ao fracasso pelas deficiências dos sentidos e pela fraqueza da razão. Seu principal seguidor foi o escritor satírico Timón de Fliunte (320-230 a.C.). Seus ensinamentos exerceram influência sobre a Média e a Nova Academia.
Durante o século XVII voltaram à atualidade em razão da reedição dos livros de Sexto Empírico (150-220), que codificara as obras doutrinárias da escola cética no século III da era cristã.

[editar]Conceito

Nas palavras de Huxley, sobre a reunião da Sociedade Metafísica, "eles estavam seguros de ter alcançado uma certa gnose — tinham resolvido de forma mais ou menos bem sucedida o problema da existência, enquanto eu estava bem certo de que não tinham, e estava bastante convicto de que o problema era insolúvel."
Desde essa época o termo "agnóstico" também tem sido usado para descrever aquele que não acredita que essa questão seja intrinsecamente incognoscível, mas por outro lado crê que as evidências pró e contra Deus não são ainda conclusivas, ficando pragmático sobre o assunto.
Se existem ou existiram deuses é considerada uma questão que não pode ser finalmente respondida, ou que no mínimo não foi suficientemente investigada antes que possa considerar satisfatoriamente respondida, pois muitas coisas tidas como relacionadas podem ser frequentemente independentes. Mesmo com a comprovação e aceitação científica da ancestralidade comum universal e do mecanismo de seleção natural, não é possível afirmar que deuses não existam; isso apenas impede a interpretação fundamentalista de diversos relatos de criação. Ao mesmo tempo, uma hipotética refutação científica da ancestralidade comum universal, Big-bang e outros eventos da história do universo, ou mesmo uma eventual comprovação de algo como a vida após a morte, também não seriam provas da existência de algum deus em particular ou de deuses de modo geral.
O agnóstico opõe-se à possibilidade de a razão humana conhecer entidades nas linhas gerais dos conceitos de "deus" e outros seres e fenômenos sobrenaturais (gnose tem a sua origem etimológica na palavra grega que significa «conhecimento»). Para os agnósticos, assim como não é possível provar racionalmente a existência de deuses e do sobrenatural, é igualmente impossível provar a sua inexistência. Isso não é necessariamente visto como problema, já que nenhuma necessidade prática os impele a embrenhar em tal tarefa estéril.

[editar]Grupos agnósticos

A principal divisão interna do agnosticismo reside entre o agnosticismo teístae o agnosticismo ateísta. Diferenciam entre si nos termos dos pressupostos para os quais ambos tendem, os teístas partem do pressuposto que existe um Deus, deuses ou divindades, os ateístas do princípio que tal é de todo inexistente, embora ambos os grupos assumam que faltam provas que comprovem um ou outro lado.
São igualmente considerados os seguintes grupos:
  • Agnosticismo estrito - (também chamado de agnosticismo forte, agnosticismo positivo, agnosticismo convicto ou agnosticismo absoluto) a ideia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e que jamais tal será possível. Um Agnóstico Estrito diria "Eu não sei e você também não".
  • Agnosticismo empírico (também chamado agnosticismo suave, agnosticismo aberto ou agnosticismo fraco) — A ideia de que a compreensão e conhecimento do divino ou sobrenatural não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidade. Um agnóstico empírico diria "Eu não sei. Você sabe?".
  • Agnosticismo apático - a ideia de que, apesar da impossibilidade de provar a existência ou inexistência de deuses ou do sobrenatural, estes a existir não teriam qualquer influência negativa ou positiva na vida das pessoas, na Terra ou no Universo em geral. Um agnóstico Apático diria "Eu não sei, mas também para que é que isso interessa?".
  • Ignosticismo - embora se questione a compatibilidade deste grupo com o agnosticismo ou ateísmo há quem o considere como um grupo agnóstico. Esse grupo baseia-se no fato de que primeiramente é preciso definir Deus, para apenas posteriormente discutir sua existência. Para cada definição de Deus, pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos referentes àquela definição particular. Um ignóstico diria "Não sei. O que considera "Deus"?".
  • Agnosticismo modelar — A ideia de que questões metafísicas e filosóficas não podem ser verificadas nem validadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente agnóstica não se dedica à questão da existência ou não de divindades. Um agnóstico modelar diria "Eu não sei. Mas podemos criar um".

[editar]Agnosticismo e a crença ou descrença em deuses

Esquema clássico do conhecimento: é possível afirmar, genericamente falando, a existência de crenças verdadeiras sem necessariamente afirmar que constituam conhecimento; entretanto, nunca se pode afirmar se uma crença específica é verdadeira ou falsa sem que haja justificativa (o que a transformaria em conhecimento)
A relação entre a postura agnóstica e a crença (ou não) em algum deus é quem vai determinar se o agnosticismo é teísta, deísta ou ateísta.

[editar]Agnosticismo teísta

Um agnóstico pode acreditar apenas por  em algum deus ou deuses, ao mesmo tempo em que admite não ter conhecimento sobre a existência do(s) mesmo(s), podendo ser teísta se acreditar nos conceitos de deuses como descritos por alguma religião, ou deísta se for algo diferente desses moldes.
Um agnóstico pode também através de experiência própria acreditar no sobrenatural, porém, sem poder prová-lo, já que é impossível provar uma experiência pessoal[carece de fontes].

[editar]Agnosticismo ateísta

Contrariamente ao agnóstico teísta, o agnóstico ateísta é alguém que assume não ter conhecimento da existência de deuses e não tem  na existência de qualquer um.

[editar] e conhecimento

De acordo com a tradição filosófica, é considerado conhecimento uma crença que seja verdadeira e adequadamente justificada. Dessa perspectiva, dizer que acredita em algo sem alegar que isso constitua conhecimento não é contraditório; é apenas incomum, já que normalmente se supõe que as pessoas com determinada crença afirmem que ela seja necessariamente verdadeira (e a parte dajustificação costuma ser simplesmente esquecida).
É importante destacar também a crise do conhecimento exato, causal ou científico. Hoje a crença em verdades justificáveis perderam popularidade na medida em que a verdade também pode ser concebida como a "substituição de erros grosseiros por erros menos grosseiros", segundo as palavras de um conhecido filósofo. Ou que "o conhecimento pode ser entendido como o eterno questionamento do mesmo".

[editar]Conhecimento no agnosticismo

No agnosticismo, postula-se que a compreensão dos problemas metafísicos, como a existência de Deus, é inacessível ou incognoscível ao entendimento humano na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica. Assim, oconhecimento da existência de Deus é considerado impossível para agnósticos teístas ou ateístas.

LEIS NATURAIS


 AS LEIS NATURAIS COMPREENDEM O QUE ESTÁ NO UNIVERSO E NO CORAÇÃO.
EM TODAS AS RELIGIÕES SE ACREDITA EM ALGUMA LEI NATURAL, PRESENTE EM TODA PARTE, PORQUE CRIADA POR DEUS. SEGUNDO TAL CRENÇA, ESSA LEI DIVINA REGE TANTO OS MOVIMENTOS DOS ASTROS E O DESENVOLVIMENTO DOS SERES VIVOS COMO, AS LEIS DA FÍSICA E DA BIOLOGIA; E MAIS: REGE TAMBÉM O CORAÇÃO HUMANO, PORQUE OFERECE, EM FORMA DE LEIS MORAIS, O CAMINHO PARA A FELICIDADE.





Origem: Wikipédia