" CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ "

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

                                                                  GUADALUPE, MÉXICO, 12 de dezembro de 1531.

                                                                             Fernando Gondim [1]


O México foi colonizado pelos cristãos espanhóis desde a chegada de Hernán Cortés no dia 8/11/1519 e usaram de violências, massacrando as populações indígenas que lá viviam e existiam há 40 mil anos. Para impor o domínio espanhol aos moradores do lugar, os conquistadores, cristãos de confissão católica, extinguiram os habitantes do país, matando-os fisicamente e dizimando as suas culturas. Os impérios europeus usavam de violência para impor seus costumes. Era algo comum: judeus, cristãos, muçulmanos assim agiram. Sociologicamente falando é o costume das religiões monoteístas.  Em meio a este caos, Maria aparece a um índio mexicano, Juan Diego, integrante da tribo dos Astecas, da casta dos “macehual” a mais desprezada de sua tribo. Na Bíblia todos os que libertaram o povo, são sempre os pequenos, os desprezados pelas sociedades de seu tempo: as parteiras Sefra e Fua, Moisés, Débora, Gedeão, Davi, os profetas, Judite, Ester as anônimas dos Macabeus... José, Maria, Jesus, todos pobres.

Em meio à exploração branca aos índios locais, no dia 09/12/1531, Maria aparece no caminho de Juan Diego e pede que o mesmo vá ao bispo diocesano, o franciscano D.Juan de Zumárraga, pedir que o mesmo erguesse uma capela em homenagem à verdadeira mãe de Deus, naquele local, um pequeno monte. O índio foi ao bispo e este não lhe deu crédito.  O fato repete-se no dia 10 e o bispo, além de não crer no que ele diz, pede-lhe um sinal. No dia 12 Juan vai procurar auxílio para o tio doente e ao passar no lugar da 1a. aparição tenta fugir do lugar, mas a jovem lhe aparece e diz que ele não se preocupasse, pois seu tio estava curado. Juan conta a jovem a exigência do bispo. Aquela diz que Juan suba ao monte e colha as rosas que lá estavam. Juan sobe e colhe as rosas lindas e perfumadas e as coloca em seu avental, feito de uma fibra simples e as leva ao bispo como prova da aparição da jovem. Ao chegar ao palácio os empregados do prelado não o deixam entrar, pois o patrão estava dormindo e não poderia ser incomodado. Juan insiste e, curiosos, os escravos do bispo querem ver o que ele tinha no avental. Juan diz que só mostraria ao bispo. Este foi acordado e ao chegar à sala o índio abre o avental e as rosas caem por terra. Elas eram de Toledo, a terra do bispo na Espanha e não existiam no México e era impossível existirem rosas àquela época, pois era o tempo do inverno, havia muita neve e nada nasce no solo local. Quando as rosas caem do avental, surge uma pintura no “tecido” pendurado no pescoço do índio Juan. Era a de uma jovem com aparência de 15 anos (a idade da jovem judia se casar), morena como os indígenas locais, com um manto azul cheio de estrelas e por traz da pintura, os raios de sol. Quando o bispo viu esta imagem estampada no avental indígena, cai de joelhos ao chão e chorando começa a rezar.  Este avental feito de uma palha seca era usado pelos índios para se protegerem do frio, e era muito frágil.  Normalmente vira pó.  Se guardado e sem uso tem uma duração de alguns anos. Detalhe: este manto tem hoje, 486 anos (2017 – 1531 = 486). Quase cinco séculos de existência!

O bispo tirou o avental do pescoço do índio e levou-o para seu oratório e providenciou a construção de uma capela no monte das aparições. Hoje, sabemos disto, o que era impossível conhecer cientificamente àquela época: o lugar do monte onde Maria aparecera a Juan Diego, chamado pelos índios locais de Tepeyac geograficamente é o centro de todas as Américas. O “umbigo” americano. [2] Assim o local onde hoje é o santuário de N. S. de Guadalupe, é o centro religioso das Américas, o local que liga “o céu a terra” e, para a cultura bíblica, a Basílica de N. S. de Guadalupe é o “umbigo” do mundo americano.  

O citado avental ficou ao longo de anos exposto à visitação pública nas igrejas locais, em procissões e muitos o tocavam sendo maltratado por diversos motivos.  Houve tentativas de destruir o avental ao longo do tempo. Merece registro um fato de 14/11/1921, quando um anarquista espanhol colocou sobre o altar da catedral feito de um bloco de mármore puro e dos mais resistentes, um arranjo de flores, o qual escondia uma violenta carga de dinamite. Ao lado do altar ficava um crucifixo de bronze de 500 kg e o avental impresso com a imagem de Guadalupe.  Às 03h da manhã o artefato explodiu destruindo o altar, castiçais, janelas, os vidros da catedral e dos prédios vizinhos. Do crucifixo restou um monte de bronze retorcido. Mas a tilma com a imagem de N. S. de Guadalupe nada sofreu.   Hoje o avental é protegido por uma cúpula de vidros à prova de balas. Um forte ácido caiu sobre o lado direito da estampa e danificou o tecido. Três meses depois o mesmo recuperou-se “milagrosamemte.

Quatrocentos anos após o surgimento da estampa na “tilde”, 1929, com os recursos da fotografia da época, fotografando a imagem gravada o fotógrafo da Diocese notou que havia figuras na retina do olho direito da imagem. Como não havia recursos para ampliá-la, o caso foi esquecido. Após vários estudos ao longo do tempo, (1949 a 1960), foi descoberto que havia uma imagem tripla na retina. Com a moderna tecnologia dos computadores da NASA, dos EUA, foram feitas pesquisas oftalmológicas na retina esquerda e foi descoberto e comprovado que é o momento em que o índio deixa as flores caírem no chão e aparece a imagem da virgem, e isto está registrado e vê-se o bispo de joelhos e chorando, seus auxiliares, uma família indígena um soldado espanhol. A retina da imagem tem a temperatura normal de uma mulher jovem, as cores idem. Outro dado agora da medicina: o rosto e as mãos da imagem tem a temperatura de 36, 5 a 37 graus, que é a temperatura de uma mulher com saúde perfeita. As batidas do coração da estampa é a de uma mulher grávida. Quanto à pintura em si não há nenhum material igual em toda a história e está a milionésimos de centímetros do tecido. Um raio “leizer” passa entre a pintura e o tecido. O Dr. Enrique Graue, o maior especialista em oftalmologia das Américas, examinando as retinas da imagem e sendo as mesmas “olhando para baixo” e admirado com a luminosidade, temperatura, nitidez e normalidades humanas das retinas, absorto no exame oftalmoscópio, pediu: “Por favor, olhe um pouco para cima”. Vale salientar que o cientista em questão, diz-se ateu.   Hoje se sabe que as estrelas no manto azul que cobre a imagem, eram as estrelas que estavam no firmamento em todas as Américas, no dia 12 de dezembro de 1531, ás 10h 36m. A “pintura” no tecido vegetal não é de materiais sintéticos ou industriais e está distante do tecido microscopicamente. Quanto à pintura a mesma é chamada de “acheropita”, isto é não pintada por mão humana.   Declarou o Papa Bento XIV, em 1754“Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”. O Papa Pio X a proclamou em 1910 a “Celestial Padroeira da América Latina”. Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.  O teólogo, cientista, parapsicólogo e jesuíta,  Pe. Oscar Quevedo chama a imagem de Guadalupe como ”[...] a assinatura de Deus”. (livro, citado abaixo, p.55)
Vinte e cinco papas aprovaram e incentivaram o culto devocional à N. S. de Graças, dentre eles: Bento XIV em 1754; Pio X; Paulo VI, J. Paulo II, Bento XVI e o atual,  Papa Francisco. O papa J. Paulo II esteve na basílica de N. S. de Guadalupe em 25.01.79; e o papa Francisco fez o mesmo em 12.02.de 2016.


FONTE: QUEVEDO, Oscar sj, Nossa Senhora de Guadalupe. O olhar de Maria para a A. Latina, São Paulo, Ed Loyola, 1996




[1] Fernando Gondim é graduado e pos-graduado (Lato Sensu) em Ciências da Religião pela UVA e pelo ICRE, respectivamente.
[2] .[2] Para o povo da Bíblia “[...] o umbigo do mundo é o lugar onde está preso o cordão umbilical que une a terra com o céu”. (Cf. Pe Alonso Schökel, Bíblia do Peregrino, Ez 38, 12, comentário ao citado versículo, p.2110. Idem em Jz 9, 37, p.446. Assim foi com Jerusalém, Assíria, Roma... 


Enviado do Outlook

domingo, 12 de novembro de 2017

Gabriel o Pensador - Fé Na Luta (Clipe Oficial)





Fé Na Luta





Histórias, nossas histórias
Dias de luta

Hoje eu vim pra te mostrar
Que o bem é mais forte que o mal
Que o sim é mais forte que o não
Em tudo nessa vida
Vim te dizer que tem vitória no final
Pode acreditar que sim
E duvidar de quem duvida

Pra te mostrar que o bem é mais forte que o mal
Que o sim é mais forte que o não
Em tudo nessa vida
E só pra te ver com a vitória no final
Pode crer que sim
E duvidar de quem duvida
De quem duvida

Hoje eu me vi sorridente
Escovando os dentes na frente do espelho
E a minha imagem me disse hoje é dia de luta
Escuta o conselho
Entra com foco no ringue
Não perde o suingue, protege a cabeça
Guarda o que é bom no seu peito
E o que for ruim ou suspeito, esqueça
Pensa no tempo, não esquece do tempo
Não há tesouro maior
Lembra dos outros, não esquece dos outros
Tem muita vida ao redor
Leva o amor onde for
Espaireça amor da maneira mais pura
Fala a verdade porque ela é chave
Que abre qualquer fechadura
Tira a armadura pra dar um abraço
Naqueles que querem o seu bem
Fala o que pensa, evita a ofensa
E aceita as palavras que vem
Olha a paisagem, aproveita a viagem
Que um dia a viagem termina
Minha imagem no espelho já sabe
Que não sabe nada e por isso me ensina

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta

Não tenho outra saída a não ser a da coragem
Levanta e vai a luta sempre escuta essa mensagem
Meu rosto no espelho
Meu filho, minha mãe, meu pai
E todos que me amam me dizem "levanta e vai"
Se todo mundo cai eu também caí um dia
Eu chorava e não entendia
Porque um estranho sorria
E a sua mão ele estendia pra me levantar do chão
Me fazendo acreditar
Que o sim é mais forte que o não
E que pra toda ferida tem uma cicatrização
Dividindo o seu sorriso como se divide um pão
Esse estranho me ensinou
Que todo estranho é um irmão
Hoje eu sei que dividindo eu faço a multiplicação
Em qualquer situação eu sempre chego pra somar
Se quiser somar vem junto
Se não for pra somar, some
Eu sorrir pra te mostrar
Que o sim é mais forte que o não
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta

Tenho a mente livre e a paz no coração
Garra pra seguir em frente com disposição
Guarda fechada contra o ódio e a traição
Base preparada pra buscar superação
O certo é o certo, o errado é errado
Nem esculachar, nem ser esculachado
Meu papo é bem reto não mando recado
Respeito pra ser respeitado
Fora do ringue lutar pela paz
Pelos meus sonhos, meus ideais
Planto amizade, colho esperança
O verdadeiro guerreiro não cansa
Quem tem caráter e honra (dos nossos)
Positividade e atitude (dos nossos)
Covardia nunca, humildade
Ser o que eu quero, o que eu quero eu posso

Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta, dias de glória
Histórias, nossas histórias
Dias de luta

O bem mais forte que o mal


* PENSE SOBRE A LETRA "FÉ NA LUTA" DE GABRIEL O PENSADOR E NUMA RODA DE CONVERSA FAÇAMOS UM DEBATE.

Roberto Carlos - Aleluia







Aleluia





Quando o sol aquece de manhã 
O planeta Terra onde eu vivo 
Não importa em que lugar estou 
Olho a natureza pensativo 
O vento assanha as águas do 
Oceano 
Surfa pelas ondas da canção
Quem compõe a música do 
Vento 
E quem acendeu o sol então 
Aleluia, aleluia 
Conclusão dos pensamentos meus 
Aleluia, aleluia 
Em tudo isso tem a mão de Deus 
Quando cai a chuva e molha o 
Chão 
Meu planeta fica tão florido 
Vem a tarde e as tintas lá do céu 
Pintam um horizonte colorido 
Folhas, flores, frutos se 
Misturam 
Nesse quadro o amor e 
A perfeição 
Quem é esse agricultor divino 
É o mesmo autor do quadro então 

ESTRIBILHO

Quando vem a noite eu olho 
O céu 
As estrelas brilham no infinito 
Vejo a lua clara sobre o mar 
E nesse momento eu reflito 
Um ser supremo em tudo isso 
Existe 
Deus, a luz maior, a explicação 
Tudo vem das suas mãos 
Divinas 
O céu, a terra, o mar, a vida então



* PENSE SOBRE A LETRA DA MÚSICA "ALELUIA", DE ROBERTO CARLOS, E COMENTE SOBRE AS PALAVRAS CHAVES QUE QUEIRA DESTACAR NO COMENTÁRIO. POR FIM, DIGA O QUE VEM A SER O "ALELUIA" NA MÚSICA? E NA SUA VIDA?





E

Ninguém Explica Deus - Preto no Branco (Part. Gabriela Rocha) - Lyric Video





NINGUÉM EXPLICA DEUS (part. Gabriela Rocha)

Preto No Branco

 

Nada é igual ao Seu redor

Tudo se faz no Seu olhar

Todo o universo se formou no Seu falar

Teologia pra explicar

Ou Big Bang pra disfarçar

Pode alguém até duvidar

Sei que há um Deus a me guardar



E eu, tão pequeno e frágil, querendo Sua atenção

No silêncio encontro resposta certa, então



Dono de toda ciência, sabedoria e poder

Oh, dá-me de beber da água da fonte da vida

Antes que o haja houvesse

Ele já era Deus

Se revelou ao seus

Do crente ao ateu

Ninguém explica Deus



Nada é igual ao Seu redor

Tudo se faz no Seu olhar

O universo se formou no Seu falar

Teologia pra explicar

Ou Big Bang pra disfarçar

Pode alguém até duvidar

Sei que há um Deus a me guardar



E eu, tão pequeno e frágil, querendo Sua atenção

No silêncio encontro resposta certa, então



Dono de toda ciência, sabedoria e poder

Oh, dá-me de beber da água da fonte da vida

Antes que o haja houvesse

Ele já era Deus

Se revelou ao seus

Do gentio ao Judeu

Ninguém explica Deus



Ninguém explica

Ninguém explica Deus

Ninguém explica

Ninguém explica Deus



E se duvida ou se acredita

Ninguém explica

Ninguém explica Deus

Ninguém explica

Ninguém explica Deus



Ninguém explica

Ninguém explica Deus

E se duvida ou se acredita

Ninguém explica

Ninguém explica Deus



Dono de toda ciência, sabedoria e poder

Oh, dá-me de beber da água da fonte da vida

Antes que o ar já houvesse

Ele já era Deus

Se revelou ao seus

Do crente ao ateu

Ninguém explica Deus



Ninguém explica Deus



(Composição: Clóvis Pinho)



* REFLETIR, DEBATER E PRODUZIR UM TEXTO OU POEMA (CORDEL...) COM BASE NA LETRA DA MÚSICA "NINGUÉM EXPLICA DEUS".


Kell Smith - Era Uma Vez (videoclipe oficial)





Era Uma Vez

Kell Smith


Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto
Das nuvens serem feitas de algodão

Dava pra ser herói
No mesmo dia em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche, um banho quente
E talvez um arranhão
Dava pra ver
A ingenuidade, a inocência cantando no tom
Milhões de mundos e universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação
É que a gente quer crescer
E, quando cresce, quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E, quando cresce, quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final
É que a gente quer crescer
E, quando cresce, quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E, quando cresce, quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
Era uma vez
* REFLITA E DESCREVA A REALIDADE QUE VIVEMOS NO BRASIL E EM NOSSA COMUNIDADE CONTEXTUALIZANDO A PARTIR DOS VERSOS:
"Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto
Das nuvens serem feitas de algodão.
Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Legião Urbana - Índios





Índios

Renato Russo



Quem me dera, ao menos uma vez

Ter de volta todo o ouro que entreguei

A quem conseguiu me convencer

Que era prova de amizade

Se alguém levasse embora até o que eu não tinha



Quem me dera, ao menos uma vez

Esquecer que acreditei que era por brincadeira

Que se cortava sempre um pano-de-chão

De linho nobre e pura seda



Quem me dera, ao menos uma vez

Explicar o que ninguém consegue entender

Que o que aconteceu ainda está por vir

E o futuro não é mais como era antigamente



Quem me dera, ao menos uma vez,

Provar que quem tem mais do que precisa ter

Quase sempre se convence que não tem o bastante

E fala demais por não ter nada a dizer



Quem me dera, ao menos uma vez

Que o mais simples fosse visto como o mais importante

Mas nos deram espelhos

E vimos um mundo doente



Quem me dera, ao menos uma vez

Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três

E esse mesmo Deus foi morto por vocês

É só maldade então, deixar um Deus tão triste



Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.

Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim

Quando descobri que é sempre só você

Que me entende do início ao fim

E é só você que tem a cura para o meu vício

De insistir nessa saudade que eu sinto

De tudo que eu ainda não vi.



Quem me dera, ao menos uma vez

Acreditar por um instante em tudo que existe

E acreditar que o mundo é perfeito

E que todas as pessoas são felizes.



Quem me dera, ao menos uma vez

Fazer com que o mundo saiba que seu nome

Está em tudo e mesmo assim

Ninguém lhe diz ao menos obrigado



Quem me dera, ao menos uma vez

Como a mais bela tribo, dos mais belos índios

Não ser atacado por ser inocente



Eu quis o perigo e até sangrei sozinho

Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim

Quando descobri que é sempre só você

Que me entende do início ao fim

E é só você que tem a cura para o meu vício

De insistir nessa saudade que eu sinto

De tudo que eu ainda não vi



Nos deram espelhos e vimos um mundo doente



Tentei chorar e não consegui.





REFLETIR SOBRE  AS ESTROFES 6, 8 e 12 DA MÚSICA "ÍNDIOS", DE RENATO RUSSO, E ESCREVER UM COMENTÁRIO SOBRES OS ASPECTOS DA MÚSICA QUE REFEREM-SE "DEIXAR UM DEUS TÃO TRISTE"; "ACREDITAR QUE O  MUNDO É PERFEITO"; e Nos deram espelhos e vimos um mundo doente



Tentei chorar e não consegui.






quarta-feira, 8 de novembro de 2017

As Lições do Bambu





REFLETIR SOBRE A HISTÓRIA DO BAMBU E A PARTIR DAÍ ESCREVER UMA MENSAGEM. EM SEGUIDA LER PARA O GRUPO.