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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

IGREJA DO CONJUNTO CEARÁ




 


HISTÓRIA DA IGREJA DA PARÓQUIA N. S. DA CONCEIÇÃO

CONJUNTO CEARÁ

  

     

   No ano de 1977, no dia 10 de novembro, as 19h30, o Governador do Ceará, Cel. Adauto Bezerra, inaugura as primeiras 966 casas do Conjunto Ceará.

             Em 1978, iniciaram-se movimentos da Igreja Católica, pertencendo à paróquia de Parangaba, cujo vigário era Padre Aquiles.

             No UV1 (Unidade de Vizinhança 1), eram celebradas as missas pelo Padre Teles com ajuda da Irmã Filomena.

             Em dezembro, com a chegada da Irmã Terezinha, vinda de São Paulo, iniciou-se as visitas de rua em rua, distribuindo o material para preparação da primeira novena, que foi realizada no natal. Em seguida, no mesmo mês, foi convocada uma reunião com os pais para a catequese da 1ª. Eucaristia, já começando um movimento para conseguir um terreno e dinheiro para a construção da Igreja.      

            Em fevereiro de 1979, as irmãs Salvatorianas, Hozana, Terezinha, Gertrudes e Filomena, que moravam no João XXIII, vieram morar no Conjunto Ceará, na Rua 301, casa 41. No dia 05 de Agosto do mesmo ano, foi feita a primeira visita pastoral com a presença do então Arcebispo de Fortaleza, Dom Aloísio Lorsheider, no C.S.U. Aproveitando a presença de Dom Aloísio, as irmãs falaram sobre a dificuldade de padres para a celebração de missas.

            Na primeira reunião do clero, Dom Aloísio pediu aos padres para que, quem pudesse ajudar nas celebrações das missas no Conjunto Ceará, procurassem as Irmãs Salvotorianas. O Padre Ricardo, redentorista, expressou interesse em trabalhar com as Irmãs e ficou por algum tempo, morando no Bom Sucesso.  Mais Tarde, a comunidade redentorista manda também o Padre Brendan que ajudou na programação das celebrações, ficando a celebração da missa pela manhã na UV1 com Padre Teles  e à tarde, no C.S.U (Centro Social Urbano) com Padre Brendan. 

           Estiveram aqui ajudando nas celebrações o Padre Oscar Peixoto, Pe. José Mário, Pe. Duarte e Monsenhor Souto.  Os irmãos Maristas também estiveram ajudando aqui nas pastorais, especialmente, o Irmão Ailton, na pastoral vocacional.

            No ano de 1980, no mês de julho, houve o X Congresso Eucarístico que foi realizado em todas as comunidades de Fortaleza.  Aqui no Conjunto Ceará, quem veio assessorar foi a Maria Brand’s e Pe.Geovani. Nesta ocasião, durante o congresso, cada unidade recebia visitas de padres, irmãs e bispos, entre eles, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Fragoso e Dom José.

            No encerramento do Congresso Eucarístico, em que esteve presente o Papa João Paulo II, foi feita uma caminhada até o Castelão, levando uma faixa com o símbolo do congresso e com o a frase “QUEREMOS UM PADRE NO CONJUNTO CEARÁ”.

            No dia 09 de agosto de 1980 nasceu o primeiro grupo de reflexão denominado Nossa Senhora das Graças. Também nesse ano, Dom Aloísio sabendo da viagem de Maria Brand’s para a Bélgica, pediu que a mesma elaborasse uma carta pedindo dinheiro para a Construção da nossa igreja que o mesmo assinaria. Assim foi feito. Dom Aloísio assinou a carta e o pedido foi aceito.

            Em 1981, foi iniciada a construção da Igreja, com administração do Padre Hermano, um sacerdote holandês responsável pela construção das Igrejas. O Projeto da construção foi todo dele. Aliás, todas as igrejas construídas naquela época obedecem ao mesmo padrão.  Um fato curioso, é que foram levantados questionamentos por parte das pessoas da comunidade, sobre a construção do salão paroquial em frente à igreja, os quais o Pe. Hermano não aceitou afirmando que na Europa, após o casamento, a noiva saía da Igreja e caminhava sobre uma passarela de encontro ao salão. Para ele, isso era muito interessante.

            Na quinta-feira santa de 1981, o então arcebispo de Fortaleza Dom Aloísio Lorsheider, fez o convite ao Padre Gilson para assumir o Conjunto Ceará pedindo que ele fosse o mais rápido possível.  Naquele momento, o Pe. Gilson estava na Cidade dos Funcionários trabalhando na Coordenação Pastoral. Cumprindo a promessa de obediência ao Bispo, aceitou o grande desafio, pois no Conjunto Ceará não tinha Igreja (templo) e nem casa paroquial, as ruas eram todas esburacadas, as casas estavam em construção, não tinha policiamento e muito menos postos de saúde.

            No dia 05 de junho de 1981, assume o Conjunto Ceará, o Padre Gilson Marques Soares.  Foi providenciado para ele morar, uma casa na Rua 343, casa 78, porém sem nenhuma condição de moradia. A partir daí, as irmãs começaram um movimento para arrecadar utensílios necessários para a casa paroquial.   Como a comunidade ainda não tinha condições de manter o padre e as necessidades paroquiais eram muitas, foi lançada pela irmã Terezinha, a pastoral do Dízimo.  No mesmo ano, foi feita uma pesquisa entre as pessoas da comunidade para decidirem qual seria o santo padroeiro do Conjunto Ceará.  As pessoas escreveram em um pedaço de papel, o nome do Santo Padroeiro e nessa pesquisa, quem ganhou, foi Nossa Senhora da Conceição.  No dia 29 de agosto de 1981, foi lançada a pedra fundamental da nossa Igreja (Igreja Povo), com a Santa Missa celebrada por D. Aloísio Lorsheider, no local que hoje é chamado “Pólo de Lazer Luiz Gonzaga”.

            No dia 11 de setembro de 1981, foi organizado um conselho paroquial provisório.  No dia 08 de dezembro do mesmo ano, houve a primeira Festa da Padroeira realizada em frente ao prédio da antiga Cobal (hoje Centro Cultural Patativa do Assaré).  A abertura da festa se deu com a vinda da imagem de Nossa Senhora da Conceição, fixada em cima de um globo todo iluminado, saindo da Igreja do Rondon em caminhada para o Conjunto Ceará. Na ocasião, foram promovidas gincanas entre as etapas e feiras de cacarecos.

            Em 1982, com a Igreja ainda em construção, ou seja, com apenas as paredes e o chão de areia batida, foi feito uma consulta à comunidade sobre a idéia da celebração de missas na Igreja, mesmo inacabada.  Essa sugestão foi bem aceita pela comunidade. Na quarta-feira de cinzas, foi celebrada a primeira missa.  Nos anos seguintes, através de movimentos e campanhas, festas da padroeira, gincanas entre as etapas e feiras de cacarecos, aos poucos foram compradas pinturas, bancos, ventiladores, forro, etc. Eram também celebradas missas nas UV’s (Unidade de Vizinhança) e a Missa das Marias, às oito da manhã, que atraía fiéis de outras paróquias de Fortaleza.  As procissões geralmente eram feitas à tarde, passando sempre pelas Avenidas B, F, C e Av. Central, encerrando com  a missa campal.

            No mês de março de 1987, Pe. Gilson deixa a Paróquia N. S. da Conceição e ficam à frente dos movimentos e pastorais no Conjunto Ceará as Irmãs do Instituto Coração de Jesus, Ana Maria, Elizabete e Celina

            No mês de Abril de 1988, assume a nossa paróquia o Padre Grazziano Odorizzi.  Nos dias 16 e 17 de abril de 1988, no UV2, houve uma assembléia paroquial com a presença de representantes de várias pastorais, onde foi feita uma profunda reflexão sobre a realidade do Conjunto Ceará e o lançamento de vários desafios como: Formação da Pastoral Familiar; Reestruturação da Pastoral da Juventude; Evangelização; Escola de Formação para Catequese e Agentes Pastorais.  Nessa assembléia, foi formado um novo Conselho Paroquial composto por: Albernir, Cleano, Edson, Ernando, Élis, Ida, Ivanildo, Jonas, Moacir, Pedro Jorge, Tarcísio, Vênus, Irmã Celina e Pe. Grazziano. 

No dia 04 de junho houve o segundo encontro da Região Metropolitana II, no Pio XII.

            No dia 18 de fevereiro de 1989, durante a reunião extraordinária do Conselho Paroquial, para preparação da visita de D. Aloísio, o Pe. Grazziano, como presidente do Conselho, comunica a possibilidade de mais dois padres para o Conjunto Ceará. Poucos dias depois, o Pe. Grazziano deixa o Conjunto Ceará. No dia 05 de março, assume o Padre Raimundo Nonato de Oliveira Neto.

            No dia 14 de fevereiro de 1990, às 19h15, ocorreu a primeira reunião do Conselho Paroquial com os membros: Moacir, Maria José, Ida, Terezinha, Sansão, Ivone, Maria Zélia, Vênus, Maria Flor, Geraldo Magela, Maria de Fátima, Auxiliadora, Wellington, Osvaldo, Helena, Maciel, Irmã Celina e Pe. Neto como presidente do Conselho. No dia 07 de março, numa quarta-feira, houve a pastoral, com a presença de  D. Aloísio Lorscheider, D. Geraldo Nascimento e D. Edmilson.

            No dia 26 de abril de 1992, foi formado através de votação, um novo Conselho Paroquial, tendo como membros: Fátima representando o Dízimo; Humberto - os Acólitos; Tetê - o Batismo; Joaquim - o RCC; Tereza Leite - a Catequese; Josefa e Izete - o Apostolado; Eudes e Valda - o ECC; Maria - a Legião de Maria; Célia - o MESC e Ângela - o Grupo de Rua.

            No mês de setembro de 1993, sai o Padre Neto do Conjunto Ceará e fica com a administração da Paróquia, o Conselho Paroquial. No dia 23 de outubro, chega o Padre José Regivaldo dos Passos.

            No dia 05 de Fevereiro de 1994, na Igreja Matriz, houve a escolha do novo Conselho Paroquial assim formado:

 ● Conselho Econômico: Coordenador: Francisco José e Vera

                                       Membros: Clóvis, Lobo, Rodrigues.

● Conselho Administrativo: Coordenador: Eduardo

                                              Membros: Albernir, Francisco, Landim, Wadson.

● Conselho Pastoral: Marques representando o Batismo, Junior a Crisma, Bernadete o Dízimo, Eldo a Catequese, Daniele os Acólitos, Francisco o ECC, Wellington o MFC, Ricardo e Cristiane o Matrimônio, João o MESC, Joaquim o Apostolado da Oração, Mazé a Legião de Maria, Elzenir o Grupo de Ruas e Chaguinha o RCC.

            No ano de 1994, o Padre Regivaldo deixa a paróquia  N. Sra da Conceição e novamente o Conselho Paroquial fica responsável pela administração da Paróquia.

             No dia 25 de janeiro de 1995, chega Padre Almir Magalhães para assumir a Paróquia N.Sra da Conceição até o dia 03 de agosto de 1996. Durante este período, houve as ordenações Diaconal e Presbiterial dos estagiários: Oliveira, Edmilson, Francisco José e Marcus Vinícius. Em seguida, Padre Oliveira é nomeado vigário paroquiano no período de 1995 a 1998.

             De 1996 a 2002, Padre Ivan assume a paróquia como Pároco, tendo como vigário paroquial o Padre Clóvis no período de 1999 a 2001, dando seqüência com o Padre Nascélio, de 2001 a 2002 e o Padre Fernando, de 2001 a 2003.

             Tivemos durante quatro meses como cooperador o Padre Roberto.

            De 2000 até a presente data, temos como cooperador na área Pastoral do Genibaú o Padre Sebastião Sá.

 Chega à nossa paróquia em Fevereiro de 2002, Padre Gabriel Brilhante Holanda, que atuou como pároco até dezembro de 2007.

 Em fevereiro de 2003, o Diácono Emílio Castelo chega como estagiário e foi ordenado no dia 22 de dezembro do mesmo ano e assume como Vigário Paroquial.

 Em janeiro de 2008, assume a Paróquia N. Sra da Conceição o Padre Luiz Alberto Chaves Freire, vindo da cidade de Pacoti, sendo auxiliado pelo Padre Ailton Costa como Vigário e o Diácono Josimar Pires.



RELAÇÃO DOS PADRES QUE PASSARAM PELO CONJUNTO CEARÁ

PERÍODO      NOMES

1981 a 1987    Pe. GILSON MARQUES Soares

1988 a 1989    Pe. GRAZIANO Odorizzi

1989 a 1993    Pe. Raimundo Nonato de Oliveira NETO

1993 a 1994    Pe. José REGIVALDO dos Passos

1995 a 1996    Pe. ALMIR Magalhães

1996 a 2002    Pe. IVAN      

2002 a 2007    Pe. GABRIEL Brilhante

2008                Pe. LUIZ Alberto




















quarta-feira, 23 de outubro de 2013

GIORDANO BRUNO




Giordano Bruno

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Giordano Bruno
 (NolaReino de Nápoles15482 — RomaCampo de Fiori17 de fevereiro de 1600) foi um teólogofilósofo, escritor e fradedominicano italiano [carece de fontes] condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício) por heresia.1 É também referido como Bruno de Nola ou Nolano.3

Notas biográficas[editar]



Giordano Bruno

Nascimento1548
Nola 1
Morte17 de fevereiro de 1600 (52 anos)
Roma
Influências
Influenciados
Principais interessesFilosofia e Cosmologia


Origem e formação[editar]

Filho do militar Giovanni Bruno e Fraulissa Savolino,4 seu nome de batismo era Filippo Bruno.2 Adotou o nome de Giordano quando ingressou na Ordem Dominicana, aos 15 anos de idade.2
No seminário, estudou Aristóteles e Tomás de Aquino, predominantes na doutrina Católica da época, doutorando-se em Teologia.
Suas ideias avançadas, porém, suscitaram suspeitas por parte da hierarquia da Igreja. Em 1576 foi acusado de heresia e levado a Roma para ser julgado. Poucos meses depois, abandonou o hábito2 e em 1579 deixou a Itália.5
Iniciou-se, então, o período de peregrinação de sua vida. Em Gênova, ainda em 1579, aparentemente, adotou o Calvinismo, o que negaria mais tarde, ao ser julgado em Veneza.2 Acabou sendo excomungado pelos calvinistas e expulso de Gênova.2 Viajou sucessivamente para França (Toulouse, Paris2 ), Suíça e Inglaterra.5 Em Londres, onde permaneceu de 1583 a 1585, esteve sob a proteção do embaixador francês, e frequentou o círculo de amigos do poeta inglês Sir Philip Sidney. Em 1585, Bruno retornou a Paris, indo em seguida para Marburg, Wittenberg, Praga, Helmstedt e Frankfurt, onde conseguiu publicar vários de seus escritos.

Prisão, julgamento e execução[editar]



O Julgamento de Giordano Bruno pela Inquisição Romana. Relevo em bronze por Ettore FerrariCampo de' FioriRoma.


O Julgamento de Giordano Bruno pela Inquisição Romana. Relevo em bronze por Ettore Ferrari, Campo de' Fiori, Roma.
Em Roma, o julgamento de Bruno durou sete anos durante os quais ele foi preso, por último, na Torre de Nona. Alguns documentos importantes sobre o julgamento estão perdidos, mas outros foram preservados e entre eles um resumo do processo, que foi redescoberto em 1940.6 As numerosas acusações contra Bruno, com base em alguns de seus livros, bem como em relatos de testemunhas, incluíam blasfêmia, conduta imoral e heresia em matéria de teologia dogmática e envolvia algumas das doutrinas básicas da sua filosofia e cosmologia. Luigi Firpo lista estas acusações feitas contra Bruno pela Inquisição Romana:7
sustentar opiniões contrárias à fé católica e falar contra ela a seus ministros;
sustentar opiniões contrárias à fé católica sobre a Trindade, a divindade de Cristo e a encarnação;
sustentar opiniões contrárias à fé católica sobre Jesus como Cristo;
sustentar opiniões contrárias à fé católica sobre a virgindade de Maria, mãe de Jesus;
sustentar opiniões contrárias à fé católica tanto sobre a Transubstanciação quanto a Missa;
reivindicar a existência de uma pluralidade de mundos e suas eternidades;
acreditar em metempsicose e na transmigração da alma humana em brutos, e;
envolvimento com magia e adivinhação.
Giovanni Mocenigo (1558-1623), membro de um das mais ilustres famílias venezianas, encontrou Bruno em Frankfurt em 1590 e convidou-o para ir a Veneza, a pretexto de lhe ensinar mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, em que Bruno era perito. Segundo Will Durant 8 Bruno estava havia muitos anos na lista dos procurados pela Inquisição, ansiosa por prendê-lo por suas doutrinas subversivas, mas Veneza gozava da fama de proteger tais foragidos, e o filósofo sentiu-se encorajado a cruzar os Alpes e regressar. Como Mocenigo quisesse usar as artes da memória com fins comerciais, segundo alguns, ou esperasse obter de Bruno ensinamentos de ocultismo para aumentar seu poder, prejudicar seus concorrentes e inimigos, segundo outros, Bruno se negou a ensiná-lo.9 Segundo Durant, Mocenigo, católico piedoso, assustava-se com "as heresias que o loquaz e incauto filósofo lhe expunha", e perguntou a seu confessor se devia denunciar Bruno à Inquisição. O sacerdote recomendou-lhe esperar e reunir provas, no que Mocenigo assentiu; mas quando Bruno anunciou seu desejo de regressar a Frankfurt, o nobre denunciou-o ao Santo Ofício. Mocenigo trancou-o num quarto e chamou os agentes da Inquisição para levarem-no preso, acusado de heresia. Bruno foi trasferido para o cárcere do Santo Ofício de San Domenico de Castello, no dia 23 de maio de 1592.10
No último interrogatório pela Inquisição do Santo Ofício, não abjurou e, no dia 8 de fevereiro de 1600, foi condenado à morte na fogueira. Obrigado a ouvir a sentença ajoelhado, Giordano Bruno teria respondido com um desafio: Maiori forsan cum timore sententiam in me fertis quam ego accipiam ("Talvez sintam maior temor ao pronunciar esta sentença do que eu ao ouvi-la").11
A execução de sua sentença ocorreu no dia 17 de fevereiro de 1600. Na ocasião teve a voz calada por um objeto de madeira posto em sua boca.12

Ideário[editar]





Ao contrário do que se pensa comumente, Giordano Bruno não foi queimado na fogueira por defender o heliocentrismo de Copérnico.[carece de fontes]
Um dos pontos chaves de sua cosmologia é a tese do universo infinito e povoado por uma infinidade de estrelas, como o Sol, e por outros planetas, nos quais, assim como na Terra, existiria vida inteligente.13 Sua perspectiva se define a partir das idéias de Nicolau da Cusa, Copérnico e Giovanni Battista della Porta.
As suas ideias sobre a relatividade anteciparam as de Galileu14 15 : num universo infinito, qualquer perspectiva de qualquer objeto é sempre relativa à posição do observador, há infinitos referenciais possíveis e não existe nenhum privilegiado em relação aos demais.16 Além de defender a existência de planetas extrassolares,16 pode ter introduzido algumas idéias do que seria depois a Teoria da Evolução de Darwin13
Seu livro Spaccio de la Bestia Trionfante era um ataque à religião e mostrava o ateísmo do seu autor.1
Segundo John Gribbin, em seu livro Science: A History (1543-2001), Bruno filiou-se ao hermetismo, baseado em escrituras egípcias, da época de Moisés. Entre outras referências, esse movimento utilizava os ensinamentos atribuídos ao deus egípcio Thoth, cujo equivalente grego era Hermes (daí hermetismo), conhecido pelos seguidores como Hermes Trimegistus. Bruno teria abraçado a teoria de Copérnico porque ela se encaixava bem na idéia egípcia de um universo centrado no sol.
Deus seria a força criadora perfeita que forma o mundo e que seria imanente a ele. Bruno defendia a crença nos poderes humanos extraordinários, e enfrentou abertamente a Igreja Católica e seus preceitos.3

Filosofia[editar]



Monumento erguido em 1889 por círculosmaçônicos italianos, no local onde Giordano Bruno foi executado. Campo de FioriRoma, Itália. Bronze por Ettore Ferrari.


Monumento erguido em 1889 por círculos maçônicos italianos, no local onde Giordano Bruno foi executado. Campo de Fiori, Roma, Itália. Bronze por Ettore Ferrari.
Giordano Bruno foi o grande defensor da ideia de infinito.17
"Nós declaramos esse espaço infinito, dado que não há qualquer razão, conveniência, possibilidade, sentido ou natureza que lhe trace um limite." (Giordano Bruno, Acerca do Infinito, o Universo e os Mundos, 1584).
Bruno era hilozoísta (pensava que tudo tem vida) e panpsiquista (pensava que tudo tem uma natureza psíquica, uma alma).
"A Terra e os astros (...), como eles dispensam vida e alimento às coisas, restituindo toda matéria que emprestam, são eles próprios dotados de vida, em uma medida bem maior ainda; e sendo vivos, é de maneira voluntária, ordenada e natural, segundo um princípio intrínseco, que eles se movem em direção às coisas e aos espaços que lhes convêm" (A ceia de cinzas).
"Todas as formas de coisas naturais têm almas? Todas as coisas são animadas? pergunta Dicson.18 Theophilo, porta-voz de Bruno, responde: Sim, uma coisa, por minúscula que seja, encerra em si uma parte de substância espiritual, a qual, se encontra o sujeito [suporte] adequado, torna-se planta, animal (...); porque o espírito se encontra em todas as coisas, e não há mínimo corpúsculo que não o contenha em certa medida e que não seja por ele animado." (Causa, Princípio e Unidade, 1584).
"E o que se pode dizer de cada parcela do grande Todo, átomo, mônada, pode se dizer do universo como totalidade. O mundo abriga em seu coração a Alma do mundo" (idem).
"O mundo é infinito porque Deus é infinito. Como acreditar que Deus , ser infinito, possa ter se limitado a si mesmo criando um mundo fechado e limitado?" (idem)
"Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos." (A ceia de cinzas).


Obras[editar]

De umbris idearum, 1582
Cantus Circaeus, 1582
De compendiosa architectura, 1582
Il Candelaio, 1582
Ars reminiscendi, 1583
Explicatio triginta sigillorum, 1583
Sigillus sigillorum, 1583
Le ombre delle idee, 1582
La cena de le ceneri, 1583
De l’infinito universo e mondi, 1584
De la causa, principio e uno, 1584
Spaccio de la Bestia Trionfante, 1584 1 Nota 1
Cabala del Cavallo Pegaseo, 1585
Gli eroici furori, 1585
Figuratio Aristotelici Physici auditus, 1585
Dialogi duo de Fabricii Mordentis Salernitani, 1586
Idiota triumphans, 1586
De somni interpretatione, 1586
Animadversiones circa lampadem lullianam, 1586
Lampas triginta statuarum, 1586
Centum et viginti articuli de natura et mundo adversus peripateticos, 1586
Delampade combinatoria Lulliana, 1587
De progressu et lampade venatoria logicorum, 1587
Oratio valedictoria, 1588
Camoeracensis Acrotismus, 1588
De specierum scrutinio, 1588
Articuli centum et sexaginta adversus huius tempestatismathematicos atque Philosophos, 1588
Oratio consolatoria, 1589
De magia, 1591
De vinculis in genere, 1591
De triplici minimo et mensura, 1591
De monade numero et figura, 1591
De innumerabilibus, immenso, et infigurabili, 1591
De imaginum, signorum et idearum compositione, 1591
Summa terminorum metaphisicorum, 1595
Artificium perorandi, 1612


JAN HUS (João Hus)


Jan Hus
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Jan Hus
Outros nomesJoão Hus, João Huss, Jan Hus
Nascimento1369
Husinec
Flag of Bohemia.svg Reino da Boêmia
Morte6 de julho de 1415 (46 anos)
Constança
Banner of the Holy Roman Emperor (after 1400).svg Sacro Império Romano-Germânico
OcupaçãoPensador e reformador
Influências
Influenciados
Escola/tradiçãohussita
Principais interessesTeologia

Jan Hus (Husinec, 1369 - Constança, 6 de Julho de 1415) foi um pensador e reformador religioso1 . Ele iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Os seus seguidores ficaram conhecidos como os hussitas. A Igreja Católica não perdoou tais rebeliões e ele foi excomungado em 1410. Condenado pelo Concílio de Constança, foi queimado vivo e morreu cantando um cântico.
Um precursor do movimento protestante (ver: Reforma Protestante), a sua extensa obra escrita concedeu-lhe um importante papel na história literária checa. Também é responsável pela introdução do uso de acentos na língua checa por modo a fazer corresponder cada som a um símbolo único. Hoje em dia a sua estátua pode ser encontrada na praça central de Praga, a Staroměstské náměstí (Praça da Cidade Velha).




Sua infância e estudos[editar]




Jan Hus,(ou mais conhecido por João Huss) o famoso reformador da Boémia, nasceu em Husinec (75 km s. s. w. de Praga) possivelmente a 6 de Julho de 1369, como se acredita, tendo sido queimado vivo em Constança a 6 de Julho de 1415. O nome Hus é a abreviação do seu lugar de nascimento, feita pelo próprio, em cerca de 1399; anteriormente era conhecido como Jan Husinecký, ou, em Latim, Johannes de Hussinetz. Seus pais eram checos de poucas posses.
Teve de ganhar a vida cantando e prestando serviços na Igreja. Sentiu-se atraído pela profissão clerical não tanto por um impulso interior mas pela atracção de uma vida tranquila como clérigo. Estudou em Praga, onde teria estado por volta dos anos 80. Foi grandemente influenciado por Stanislav ze Znojma, que mais tarde se tornaria seu amigo íntimo e finalmente um grande inimigo. Como estudante, Hus não mostrou grande distinção. Nos seus escritos usava frequentemente citações de John Wyclif. Era uma personalidade de temperamento quente. Em 1393 ele fez o Bacharelado em Letras, em 1394 o Bacharelado em Teologia, e em 1396 O Mestrado. Em 1400 foi ordenado padre, em 1401 tornou-se reitor da faculdade de Filosofia, e no ano seguinte foi reitor da Universidade Carlos. Em 1402 foi nomeado também pregador na Igreja de Belém em Praga, onde pregava em língua checa.

Influência de Wyclif na Boémia[editar]

No seguimento do casamento da irmã do rei Venceslau, Anne, com Ricardo II de Inglaterra em 1382, os escritos filosóficos de Wyclif tornaram-se conhecidos na Boémia. Como estudante, Huss tinha sido atraído por eles, particularmente pelo seu realismo filosófico. A sua inclinação para as reformas eclesiásticas foi despertada pelos escritos teológicos de Wyclif. O chamado Hussismo das primeiras décadas do século XV não era mais do que Wyclifismo transplantado para solo Boémio. Como tal, continuou até à morte de Hus, tornou-se depois Utraquismo e seguidamente Taboritismo (ver também: Guerras Hussitas).



                                                                           Preparação da execução de Jan Hus.


Os escritos teológicos de John Wycliffe espalharam-se rapidamente pela Boémia, trazidos em 1402 por Jerônimo de Praga, renomado bacharel que havia estudado na Universidade de Oxford (onde Wyclif lecionara no século XIV) e que, mais tarde, tornou-se amigo e seguidor de Huss. Tais escritos causaram profunda impressão em Hus. A Universidade decretou-se contra as novas doutrinas, e em 1403 proibiu uma disputação sobre 45 Teses tiradas em parte de Wyclif. Sob a tutela do Arcebispo Zbyněk Zajíc (desde 1403), Hus gozou inicialmente de boa reputação. Em 1405 ele estava activo como pregador sinodal, mas o bispo foi forçado a depor contra ele devido aos ataques dele contra o sacerdócio.
Hus pregava o Sacerdócio Universal dos Crentes, no qual qualquer pessoa pode comunicar-se com Deus sem a mediação sacramental e eclesial.
Antes de ser queimado, Hus disse as seguintes palavras ao carrasco: "Vocês hoje estão queimando um ganso (Hus significa "ganso" na língua boêmia), mas dentro de um século, encontrar-se-ão com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar." Costuma-se identificar Martinho Lutero com esta profecia (que 102 anos depois pregou suas 95 teses em Wittenberg), e costumeiramente se costuma identificá-lo com um cisne.
O Cisma Papal[editar]

O desenvolvimento da situação na Universidade de Praga dependeu em grande parte da questão do cisma papal. O rei Venceslau, que estava prestes a assumir o comando do governo, mas que não dispunha do apoio de Gregório XII, afastou-se dele e ordenou ao seu prelado que observasse a estrita neutralidade face a ambos os papas, esperando o mesmo da Universidade.
O arcebispo permaneceu fiel a Gregório, e na Universidade foi apenas a nação Boémia, com Hus como seu porta-voz, que se manisfestou neutra.
Irado com esta atitude, Venceslau, com a instigação de Hus e de outros líderes checos, emitiu em Kutná Hora um decreto segundo o qual seriam concedidos à nação boémia três votos em todos os assuntos da Universidade, enquanto que às nações estrangeiras, principalmente a alemã, teriam apenas um voto. Como consequência, muitos pintos doutores, mestres e estudantes alemães deixaram a Universidade em 1409, e a Universidade de Leipzig foi fundada. Desta forma, Praga tornou-se uma escola checa, tendo os emigrantes espalhado a fama das doutrinas Boémias para zonas distantes.