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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

LEITURA POPULAR DA BÍBLIA


Sobre a Leitura Popular da Bíblia no Brasil

Quinta-feira, 11 de agosto de 2005 - 12h17min
por Carlos Mesters, Francisco Orofino
Metodologia
          Este artigo é como uma fotografia. Uma vez feita, ela não muda mais. Mas a pessoa fotografada continua mudando. Depois de alguns anos, ela talvez não se reconheça mais nesta fotografia que aqui apresentamos com muito respeito e carinho. O artigo reflete a nossa prática no CEBI[1] e nas Comunidades Eclesiais da Base (CEBs)[2]. Abordamos a leitura popular feita nas comunidades. Apesar de elas serem uma minoria, é significativa a sua irradiação na vida das igrejas.
I
Dez Características da leitura popular
1. A Bíblia é reconhecida e acolhida pelo povo como Palavra de Deus. Esta fé já existia antes da chegada do que se convencionou chamar leitura popular. É nesta raiz antiga que se enxerta todo o nosso trabalho com a Bíblia junto do povo. Sem esta fé, todo o método teria de ser diferente. “Não es tu que sustentas a raiz, mas a raiz sustenta a ti” (Rm 11,18).
2. Ao ler a Bíblia, o povo das Comunidades traz consigo a sua própria história e tem nos olhos os problemas que vêm da realidade dura da sua vida. A Bíblia aparece como um espelho, "sím-bolo" (Hb 9,9; 11,19), daquilo que ele mesmo vive. Estabelece-se uma ligação profunda entre Bíblia e vida que, às vezes, pode dar a impressão de um concordismo superficial. Na realidade, é uma leitura de fé muito semelhante à que faziam as primeiras comunidades (cf. At 1,16-20; 2,29-35; 4,24-31) e os Santos Padres.
3. A partir desta ligação entre Bíblia e vida, os pobres fazem a descoberta, a maior de todas: "Se Deus esteve com aquele povo no passado, então Ele está também conosco nesta luta que fazemos para nos libertar. Ele escuta também o nosso clamor!" (cf. Ex 2,24;3,7). Nasce assim, imperceptivelmente, uma nova experiência de Deus e da vida que se torna o critério mais determinante da leitura popular e que menos aparece nas suas explicitações e interpretações. Pois o olhar não se enxerga a si mesmo.
4. Antes deste contato mais vivido com a Palavra de Deus, a Bíblia ficava longe da vida do povo. Era o livro dos “padres”, dos “pastores”, do clero. Mas agora ela chegou perto! O que era misterioso e inacessível, começou a fazer parte da vida quotidiana de crianças, mulheres e homens empobrecidos. E junto com a sua Palavra, o próprio Deus chegou perto! “Vocês que antes estavam longe foram trazidos para perto!” (Ef 2,13) Difícil para um de nós avaliar a experiência de novidade e de gratuidade que isto representa para as pessoas empobrecidas.
5. Assim, aos poucos, foi surgindo uma nova maneira de se olhar a Bíblia e a sua interpretação. Ela já não é vista como um livro estranho que pertence ao clero, mas sim como o nosso livro, "escrito para nós que tocamos o fim dos tempos" (1Cor 10,11). Às vezes, ela chega a ser o primeiro instrumento de uma análise mais crítica da realidade. Por exemplo, a respeito de uma empresa que oprime e explora o povo, o pessoal da comunidade dizia: "É o Golias que temos que enfrentar!"
6. Pouco a pouco, cresce a descoberta de que a Palavra de Deus não está só na Bíblia, mas também na vida, e de que o objetivo principal da leitura da Bíblia não é interpretar a Bíblia, mas sim interpretar a vida com a ajuda da Bíblia. A Bíblia ajuda a descobrir que a Palavra de Deus, antes de ser lida na Bíblia, já existia na vida. As comunidades descobrem que a sua caminhada é bíblica. “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia” (Gn 28,16)!
7. A Bíblia entra na vida do povo não pela porta da imposição autoritária, mas sim pela porta da experiência pessoal e comunitária. Ela se faz presente não como um livro que impõe uma doutrina de cima para baixo, mas como uma Boa Nova que revela a presença libertadora de Deus na vida e na luta do povo. As pessoas que participam dos grupos bíblicos, elas mesmos se encarregam de divulgar estaBoa Notícia e atraem outras para participar. “Vinde ver um homem que me contou toda a minha vida!” (Jo 4,29).
8. Para que se produza esta ligação profunda entre Bíblia e vida, é importante: a) Ter nos olhos as perguntas reais que vêm da realidade, e não perguntas artificiais que nada têm a ver com a vida do povo. Aqui aparece como é importante o/a intérprete ter convivência e experiência pastoral inserida no meio do povo. b) Descobrir que se pisa o mesmo chão, ontem e hoje. Aqui aparece a importância do uso da ciência e do bom senso, tanto na análise crítica da realidade de hoje como no estudo do texto e do seu contexto social. c) Ter uma visão global da Bíblia que envolva os próprios leitores e leitoras, e que esteja ligada com a situação concreta das suas vidas hoje.
9. A interpretação que o povo faz da Bíblia é uma atividade envolvente que compreende não só a contribuição intelectual do/a exegeta, mas também todo o processo de participação da Comunidade: trabalho e estudo de grupo, leitura pessoal e comunitária, teatro, celebrações, orações, recreios, “enfim, tudo que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso ou que de qualquer maneira merece louvor” (Fl 4,8). Aqui aparecem a riqueza da criatividade popular e a amplidão das intuições que vão nascendo.
10. Para uma boa interpretação, é muito importante o ambiente de fé e de fraternidade, através de cantos, orações e celebrações. Sem este contexto do Espírito, não se chega a descobrir o sentido que o texto tem para nós hoje. Pois o sentido da Bíblia não é só uma idéia ou uma mensagem que se capta com a razão e se objetiva através de raciocínios; é também um sentir, um conforto que é sentido com o coração, “para que, pela perseverança e pela consolação que nos proporcionam as Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15,4).
II
Um pouco de história
           A situação dramática do nosso povo, a renovação das igrejas e a divulgação dos resultados da exegese moderna contribuíram, cada uma a seu modo, para que se chegasse a esse tipo de leitura da Bíblia.  O que nos interessa aqui é ver de perto alguns fatores mais imediatos, dos anos 60 para cá.
A situação do povo, a renovação das igrejas e a leitura popular
           No início dos anos 60, na América Latina, a situação do povo era (e continua sendo) de abandono e de opressão. No Brasil, o trabalho político de conscientização popular teve a participação ativa de membros de várias igrejas cristãs. Diversos setores da chamada Ação Católica, JOC, JEC, JUC e JAC[3], tiveram uma atuação muito grande. Eles chegaram a formar um partido, a Ação Popular. Este compromisso político dos cristãos e cristãs repercutiu na maneira de se ler a Bíblia. A desumanidade das ditaduras militares, algumas delas feitas com o apoio velado de autoridades eclesiásticas ou em nome da assim chamada tradição cristã, despertava muitos cristãos para uma leitura mais libertadora e mais ecumênica, impedindo que a Palavra de Deus fosse manipulada para legitimar a opressão e a exploração do povo. Neste processo, fundamental também foi a contribuição de setores de igrejas protestantes, como por exemplo, a PPL – Pastoral Popular Luterana.
           Aos poucos, porém, percebeu-se, para além do trabalho de conscientização política, a necessidade de um trabalho educativo mais capilar e mais paciente junto do povo, respeitando melhor a sua religião, a sua cultura, a sua caminhada. Naquela situação de perseguição e de controle ideológico, as igrejas surgiram como um espaço, onde se podia trabalhar com certa liberdade, ainda que a perseguição e tortura tenham chegado também a muitas pessoas “religiosas”.
           Assim, a partir dos anos 60, diante da necessidade de um trabalho mais respeitoso no meio dos pobres, surgiram as Comunidades Eclesiais de Base e, nas comunidades, em todo canto, foram surgindo os Círculos Bíblicos, grupos de reflexão, grupos do evangelho, celebrações da Palavra.
           Os Círculos Bíblicos se inspiram no método Ver-Julgar-Agir, usado pelos grupos da Ação Católica. Este método tinha trazido uma nova maneira de se considerar a ação reveladora de Deus. Antes de procurar saber o que Deus falou no passado, ele procura Ver a situação do povo hoje, os seus problemas. Em seguida, com a ajuda de textos da Bíblia, procura Julgar esta situação. Isto faz com que, aos poucos, a fala de Deus já não venha só da Bíblia, mas também dos próprios fatos iluminados pela Bíblia. E são eles, os fatos, que assim se tornam os transmissores da Palavra de Deus e que levam a Agir de maneira nova.
           Os Círculos Bíblicos tiveram uma expansão muito rápida. Sinal de que estavam respondendo a uma exigência real. Ninguém sabe quantos são atualmente. Só mesmo o Espírito Santo. Eles foram e continuam sendo a raiz de um novo modo de ser igreja. O seu método imita de perto os passos sugeridos por Lucas no episódio de Emaús, onde o próprio Jesus interpreta a Escritura para os discípulos: (1) Jesus parte da realidade, pois quer saber de que estão falando (Lc 24,13-24). (2) Usa a Bíblia para iluminar o problema dos amigos (Lc 24,25-27) e (3) convida-os a celebrar e partilhar o pão (Lc 24,28-32). (4) Quando, ao experimentarem a presença viva de Jesus, os olhos dos discípulos se abrem, eles mesmos ressuscitam, voltam para Jerusalém e partilham com os outros a sua experiência de ressurreição, como até hoje acontece nos encontros comunitários.
Conhecer a Bíblia, reunir em comunidade e transformar a situação
           No decorrer deste processo histórico dos últimos quarenta anos, foram aparecendo três objetivos na atitude do povo frente à Bíblia: vontade de conhecer a Bíblia; desejo de reunir e celebrar a Palavra; decisão de servir ao povo e transformar a situação. Estes três objetivos estão presentes e, às vezes, conflitantes, na leitura popular.
1. Conhecer a Bíblia
           As novas descobertas da exegese abriram uma nova janela sobre o texto bíblico e o contexto da sua origem. Na Igreja Católica, o documento conciliar Dei Verbum e as Assembléias Episcopais de Medellin e Puebla fizeram crescer o interesse pela Bíblia. A vontade de conhecer a Bíblia estimulou muita gente a uma leitura mais freqüente.
           Através de vários canais, a Bíblia foi chegando mais perto do povo. Entre muitos outros, destacamos: (1) A renovação litúrgica  pela qual passou a Igreja Católica Romana, que divulgou o uso da Bíblia na linguagem popular. (2) O trabalho pioneiro de frei João José Pereira de Castro, OFM., que nos anos 50 traduziu a Bíblia de Maredsous, hoje com mais de 150 edições sucessivas. (3) O trabalho da antiga LEB, Liga dos Estudos Bíblicos, cujos membros fizeram uma tradução diretamente dos textos originais e incentivaram em todo canto cursos e semanas bíblicas. (4) Iniciativas como o Mês da Bíblia(mais de 25 anos consecutivos) e o Movimento da Boa Nova (MOBON) (inicialmente apologético, mas hoje um movimento de evangelização libertadora com milhares de grupos). (5) O vigor missionário das igrejas evangélicas, com todo o seu trabalho de divulgação da Bíblia.
2. Reunir e celebrar em Comunidade
           Semanas bíblicas, cursos, encontros, dia da Bíblia, mês da Bíblia: tudo isto produziu um fervilhar comunitário que aglutinava as pessoas em torno da Palavra de Deus. Assim, surgem as Comunidades Eclesiais de Base e os Encontros Intereclesiais das Comunidades, que foram acontecendo periodicamente e que no ano 2000 celebraram o décimo Intereclesial em Ilhéus, Bahia.
3. Servir ao povo e transformar a situação
           O conhecimento da Bíblia e a preocupação comunitária encontraram o seu objetivo no serviço ao povo. As pessoas empobrecidas, nas suas comunidades lendo a Bíblia a partir do único critério de que dispunham, a saber, a sua vida de fé e a sua situação de povo oprimido, iam descobrindo o óbvio que não conheciam: uma história de opressão igual à que elas mesmos estavam sofrendo, uma história de luta pelos mesmos valores que elas perseguem até hoje: terra, justiça, partilha, fraternidade, vida de gente. É o período em que se acentua a dimensão política da fé. É neste mesmo período dos anos 70 que surge o CEBI, o Centro de Estudos Bíblicos a serviço da Pastoral Popular, que procura divulgar e dar autoridade a esta leitura popular da Bíblia.
           Por abrirem o seu espaço para este trabalho de conscientização em favor dos valores evangélicos da justiça, da liberdade e da fraternidade, as igrejas sofreram e foram vítimas da repressão política. Aqui devem ser lembrados os mártires, essa “nuvem de testemunhas ao nosso redor” (Hb 12,1). Como a carta aos Hebreus, (Hb 11,1-40), a Agenda Latino Americana, cada ano de novo, faz a memória dos milhares de mártires latino-americanos, homens e mulheres, católicos e evangélicos, leigos e religiosos, conhecidos e anônimos. Muitos deles, motivados e sustentados pela leitura orante da Palavra de Deus, deram a sua vida pela causa da liberdade, da justiça e da fraternidade.
A dinâmica interna da leitura popular
           Estes três objetivos articulam-se entre si em vista do mesmo objetivo: escutar Deus hoje. Entre os três existe uma dinâmica que marca o processo da interpretação popular: conhecer a Bíblia leva a conviver em comunidade; conviver em comunidade leva a servir ao povo; servir ao povo, por sua vez, leva a desejar um conhecimento mais aprofundado do contexto de origem da Bíblia, e assim por diante. É uma dinâmica que não termina nunca. Um nasce do outro, supõe o outro e leva ao outro.
           Não importa tanto a partir de qual dos três aspectos se inicia o processo da interpretação. Isto depende da situação, da história, da cultura e dos interesses da comunidade ou do grupo. O que importa é perceber que um aspecto fica incompleto sem os outros dois. Geralmente, em todas as comunidades, (1) há pessoas que querem conhecer a Bíblia e que se interessam mais pelo estudo; (2) há outras que insistem mais na comunidade e nas suas funções internas; (3) outras ainda estão mais preocupadas em servir ao povo e em dar a sua contribuição na política e nos movimentos populares.
           Tudo isto produz tensões entre os vários grupos e interesses, tensões saudáveis e fecundas. O itinerário da interpretação popular, muitas vezes, é conflituoso. Em alguns lugares, a vivência comunitária está pedindo uma ação mais engajada nos movimentos populares. Em outros lugares, a prática política está pedindo um conhecimento mais aprofundado do texto bíblico e uma vivência comunitária mais intensa da espiritualidade da libertação. As tensões ajudam a criar um equilíbrio que favorece a interpretação da Bíblia, e impedem que ela se torne unilateral. Mas também podem levar a um fechamento, fazendo com que um dos três aspectos ignore ou exclua os outros dois. Embora compreensíveis, tais fechamentos são trágicos, pois nenhum dos três alcança o sentido sozinho. Para superar este perigo, é importante manter um ambiente de diálogo. Pois onde a palavra humana circula com liberdade e sem censura, a palavra de Deus gera liberdade.
Concluindo
           Esta fotografia é incompleta. Faltou mencionar a ampla produção literária. Faltou espaço para falar da novidade e dos desafios que a leitura popular coloca para a exegese, para a teologia e para a vida das igrejas. A novidade da leitura popular já é antiga. Ela vem de longe e retoma alguns valores básicos da Tradição comum das igrejas. Os desafios são muitos. O desafio da ameaça do fundamentalismo crescente e da institucionalização exagerada que podem apagar o Espírito (1Ts 5,19); o desafio do diálogo inter-religioso com a cultura indígena e afro-brasileira que questiona as construções teológicas do passado; o desafio da leitura de gênero que questiona a visão patriarcal secular e a leitura machista. Ela está abrindo novos e promissores caminhos para o futuro. E o desafio da leitura ecológica, que faz ecoar em nós o clamor de toda a criação. Todos estes desafios estão abrindo novos e promissores caminhos que já marcam o presente e que querem orientar o futuro.

INFORMAÇÕES SOBRE A BÍBLIA


  Informações gerais sobre a Bíblia  1ª parte

A Bíblia

O nome ‘Bíblia’ vem do grego ‘bíblos’, que significa ‘livro’ . Daí o diminutivo ‘biblon’ = o livrinho, que no plural fica ‘Bíblia’. Portanto, o que conhecemos como Bíblia é um único volume formado por 73 livros de tamanhos diferentes e escritos por diversos autores ao longo de muitos séculos. Podemos dizer com isso que temos nas mãos uma biblioteca.

Divisão da Bíblia

A Bíblia está dividida em duas partes num total de 73 livros

·        O Antigo Testamento (que se abrevia AT) ou Velho Testamento com 46 livros, escritos antes de Jesus Cristo (a.C.).
·        O Novo Testamento (que se abrevia NT) com 27 livros, escritos depois de Jesus Cristo (d.C.).

Testamento

A palavra testamento vem do latim ‘Testamentum’, tradução da palavra hebraica PACTO, ALIANÇA.
O Antigo Testamento contém os livros que se referem à Antiga Aliança que Deus fez, primeiro com Adão, depois com Noé, Abraão e sobretudo com Moisés.
O Novo Testamento contém os livros que se referem à Aliança Nova e definitiva, feita por Jesus Cristo.

Antigo Testamento

O Antigo Testamento, ou Velho Testamento, como era chamado no século XVII está dividido em quatro grandes partes: Pentateuco, Históricos,Poéticos e Sapienciais, Proféticos. E só existe nas Bíblias Católica e Protestante. Na Bíblia Hebraica (Bíblia do Povo Judeu) não existe o Novo Testamento, porque esse povo não considera inspirados os livros que o compõem.

Pentateuco

É uma palavra grega que significa cinco livros. Os primeiros livros do Antigo Testamento são chamados ‘Pentateuco’. Conhecidos também por TORÁ = LEI, porque contém a Lei da Antiga Aliança.

Os livros do Pentateuco são:

·        Gênesis(Gn) - È uma palavra grega que quer dizer ‘origem’. Narra as origens do mundo e do homem, a corrupção da humanidade e o dilúvio. A aliança de Deus renovada com Noé. Conta-nos também a formação do Povo de Deus e a história dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó.
·        Êxodo(Êx) - É uma palavra latina que significa ‘saída’. Relata sobre o cativeiro do Povo de Deus no Egito, a libertação do mesmo pela mão de Moisés, a experiência da caminhada rumo à Terra Prometida e a Aliança selada sobre o monte sinai com a entrega por parte de Deus dos Dez Mandamentos.
·        Levítico(Lv) -  Provém do nome Levi, a tribo de Israel que foi escolhida para exercer a função de sacerdotal no meio do seu povo. É o livro que trata das leis sobre o culto divino. Uma espécie de‘ritual’ dos sacrifícios oferecidos a Deus naquele tempo. Os Judeus do tempo de Jesus observavam essas leis baseados justamente no Levítico.
·        Números(Nn) - Chama-se Números por causa dos recenseamentos e séries de números nele contidos. Narra a parte final da caminhada do Povo de Israel pelo deserto do Sinai até a entrada na Terra Prometida. Também fala das lutas que os israelitas enfrentaram perante os povos que ocupavam, as fronteiras da Palestina.
·        Deuteronômio(Dt) -  Quer dizer ‘Segunda Lei’. É o livro que relata novamente a promulgação da Lei da Aliança. Convida à conversão e felicidade.

Históricos

Os livros históricos são 16(dezeseis). Eles narram as histórias do Povo e seus líderes, desde a entrada na terra prometida (Terra de Canaã) até quase a época de Jesus Cristo.

Os Livros Históricos são:

·        Josué (Js) - Relata a conquista e a partilha da Terra Prometida. Com a morte de Moisés, a missão  de levar o Povo até a terra de Canaã fica com Josué. Fatos ocorridos entre 1230 e 1200 a.C.
·        Juízes (Jz) -  Entre a morte de Josué e a constituição da Monarquia, as tribos são governadas por chefes carismáticos: os juízes. Relata fatos ocorridos entre o 1200 e 1020 a. C.
·        Rute (Rt) -  Apresenta uma história familiar visando orientar a luta do Povo pobre em busca de seus direitos. Ela se torna bisavó do rei Davi, de cuja família vem nascer Jesus. No livro são colocados os princípios que devem orientar a reorganização de uma comunidade que sofreu grandes abalos.
·        1Samuel (1Sm) - Samuel chamado por Deus desde a infância e educado pelo Sacerdote Eli, foi ao mesmo tempo profeta e o último dos Juízes de Israel. O livro narra o surgimento da monarquia com a escolha de Saul e que depois foi substituído por Davi. Acontecimentos que se situam entre 1040 e 1010 a.C.
·        2Samuel (2Sm) - O segundo livro de Samuel relata sobre o grandioso reinado de Davi. Fatos ocorridos entre 1010 e 971a.C.
·        1Reis (1Rs) - Continua o relato sobre a monarquia iniciada com Saul e Davi. Depois de Salomão o Império se divide em dois reinos: Reino de Israel ou do Norte, Reino de Judá ou do Sul. Fatos ocorridos entre 971 a 853 a.C. Sendo que em 931 a.C. Acontece a divisão do Império. (1ª briga entre herdeiros).
·        2Reis (2Rs) -  Continua  com a história dos dois reinos, a decadência sócio-político-espiritual dos mesmos até o relato da queda, seja do Norte quanto do Sul e as deportações no cativeiro. Fatos ocorridos entre 853 a 561 a. C. No 722 a.C. Ruína do Norte. No 586 a. C. Ruína do Sul.
·        1Crônicas (1Cr) - Releitura da história, de Adão até Davi.
·        2Crônicas (Cr) - Releitura da história de Salomão até a deportação para a Babilônia. Os dois livros das Crônicas foram elaborados no início do século IV A. C.
·        Esdras (Esd) - Continua o relato da história de Israel a partir da volta do exílio e a reconstrução do templo e da comunidade. Fatos ocorridos entre 538 e 515 a. C.
·        Neemias (Ne)- Continuando a história do pós-exílio fala a respeito da reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém. Fatos ocorridos entre 515 e 400 a. C.
·        Tobias (Tb) - O livro apresenta o exemplo de um judeu justo e fiel a Deus mostrando que a verdadeira sabedoria, o caminho que conduz à felicidade, consiste em amar a Deus e obedecer aos mandamentos. Neste livro os dados históricos entram só como ‘pano de fundo’, o que interessa é fortalecer a identidade do Povo revalorizando a fé, as tradições e seus valores. É um dos Deuterocanônicos.
·        Judite (Jt) - Judite é a jovem Israelita fiel à Lei que, com fé em Deus e confiando no poder da oração, defende seu Povo mostrando que o poder da fé e a confiança em Deus têm mais força que um exército armado. O autor está interessado em transmitir uma mensagem: a memória da fé, da coragem, das táticas de um povo oprimido em luta contra o opressor. É um dos Deuterocanônicos.
·        Ester (Est) - A rainha Ester, esposa de Assuero, rei da Pérsia, intercede e salva os judeus estabelecidos na Pérsia, onde eram duramente hostilizados. Mais do que história temos um conto que analisa a situação da comunidade judaica espalhada entre as nações estrangeiras. Os textos 10, 4-16, 24 São considerados Deuterocanônicos.

Os livros de Tobias, Judite e Ester são novelas ou romances. Não refletem acontecimentos históricos propriamente ditos no entanto servem de modelo para analisar em profundidade certas situações reais.
·        1Macabeus (1Mc) - O livro conta as lutas dos cinco filhos de sacerdote Matatias contra os reis gregos e o grupo judaico que a eles se aliaram. Relata fatos ocorridos entre 175 a 134 a. C.  É um dos Deuterocanônicos.
·        2Macabeus (2Mc) - Estão relatados novamente os fatos ocorridos na Judéia entre 175-161 a. C. O segundo livro é uma narrativa paralela a IMc 1-7. É um dos Deuterocanônicos.

Livros ‘Poéticos e Sapienciais’

‘Sapiensiais’ é o nome dado a 5(cinco) livros do Antigo Testamento: Provérbios, Jó, Eclesiastes(Coélet), Eclesiástico(Sirácida) e Sabedoria.
A esses são acrescentados dois livros poéticos: Salmos(150)e Cântico dos Cânticos.
Esses livros apresentam a sabedoria e a espiritualidade de Israel. Neles encontramos a expressão da sabedoria e dos sentimentos do Povo: ditados, poesias, cantos, orações.
·        Jó (Jó) - Os Judeus achavam que o sofrimento significava castigo e abandono de Deus. O Livro de Jó mostra o contrário: Jó sofre e é um justo amado por Deus. É uma contestação à doutrina da retribuição <=> Deus devolve o bem com o bem e o mal com o mal.
O tema central deste livro é a questão mais profunda da religião: a natureza da relação entre o homem e Deus. Provavelmente foi escrito em sua maior parte durante o exílio, no século VI a.C.
·        Salmos(Sl) - A palavra ‘Salmos’ quer dizer: ‘Oração cantada e acompanhada com instrumentos musicais’. Os Salmos são oração, expressão da experiência do homem e do Povo aliado com Deus. São também poesias, forma mais apropriada para expressar a realidade da vida penetrada pelo mistério de Deus.
·        Provérbios (Pr) - O livro dos Provérbios, agrupando ditos, sentenças e alguns desenvolvimentos maiores, é um verdadeiro resumo da sabedoria de Israel. Não foram todos escritos por um mesmo autor e não pertencem todos a mesma época. A maioria deles nasceu da experiência popular, que foi depois burilada e editda por sábios profissionais desde o tempo de Salomão (950 a.C.) até dois séculos depois do exílio(400 d.C). Foram atribuídos ao rei Salomão por causa de sua fama de sábio(1Rs 3-5).
·        Eclesiastes (Ecl) ou Coélet - Pretende ser uma análise crítica, lúcida e realista sobre a condição humana a partir da realidade da Palestina daquele tempo. ‘Coélet’ significa ‘diretor acadêmico’: era um sábio que instruía o povo. Trata-se de um livro profundamente crítico, lúcido e realista sobre a condição do povo da Palestina, por volta do século III a.C.
·        Cântico dos Cânticos (Ct) - Se apresenta como uma coleção de cantos populares de amor, usados talvez em festas de casamento, onde noivo e noiva eram chamados de rei e rainha. Aborda a mais profunda, universal e significativa experiência humana: o amor. Remonta do século V ou IV a.C. Foi atribuído ao rei Salomão, reconhecido em Israel como patrono da literatura sapiencial.
·        Sabedoria (Sb) - O autor, preocupado em salvaguardar a Fé dos judeus que moravam em Alexandria (centro político e cultural grego) ensina a verdadeira sabedoria, que vem de Deus, que conduz a uma vida justa e à felicidade.
‘Sabedoria de Salomão’ é fictício, pois o autor é um judeu de Alexandria, que escreveu o livro pelo ano 50 a.C. É um dos Deuterocanônicos.
·        Eclesiático (Eclo) ou Sirácida - O livro faz considerações sobre a vida humana mostrando o valor estável da Lei de Deus que conduz o homem ao que é eterno. Procura educar o ser humano para uma vida feliz. É um dos Deuterocanônicos.

Sirácida por causa do nome do autor, ‘Jesus filho de Sirac...’ (Eclo 50,27), que escreveu  o livro pelo ano 50 a.C.

Livros Proféticos

Os livros Proféticos são 18 (dezoito). Trazem a vida e a mensagem dos Profetas. O Profeta, na Bíblia, é aquele que fala em nome de Deus, denunciando as injustiças, consolando o povo e anunciando a vinda do Messias.
·        Isaías (Is) - Foi o maior Profeta de Israel. Nasceu em Jerusalém por volta do 760 a.C. O livro se divide em três partes: 1º Isaías: condena as alianças. 2º Isaías: consola o Povo no exílio. 3º Isaías:estimula o povo na volta do exílio.
Lidando com as grandes mudanças internacionais, Isaías condena as alianças com as grandes potências porque só a fidelidade a Deus poderá salvar a Nação.

O tema central deste livro é: a Santidade de Deus; isto é, só Deus é Absoluto.

·        Jeremias (Jr) - Nasceu no ano 650 a. C. Profetizou entre os anos 627 e 658 a.C.
Plenamente consciente de sua missão, Jeremias anuncia com todas as forças o projeto de Deus presente na Aliança. Sai em defesa dos pobres, oprimidos e fracos e denuncia abertamente as falsas seguranças religiosas unidas a uma prática injusta e idólatra. Por isso foi perseguido e humilhado.
·        Lamentações (Lm) - Livro composto nos anos 586 a.C. Após a destruição de Jerusalém e a deportação do Povo. São cantos fúnebres que descrevem de modo doloroso e em forma poética a destruição da cidade de Jerusalém pelos babilônios e os acontecimentos que se sucederam a essa catástrofe: fome, sede, matanças, exílio.
·        Baruc (Br) - Baruc que quer dizer: ‘abençoado’. Foi discípulo de Jeremias. O autor visa conservar os sentimentos religiosos dos israelitas dispersos pelo mundo todo, após a ruína de Jerusalém.
·        Ezequiel (Ez) - O profeta exerce sua missão no meio do povo deportado na Babilônia, procurando levar o povo à Aliança com seu verdadeiro Deus. Fala do Messias como de um pastor que vai apascentar o seu rebanho, e anuncia a restauração de Israel entre os anos 593 a 571 a.C.
·        Daniel (Dn) - De autor desconhecido, o livro apresenta um personagem ideal que sofre junto a comunidade que está sendo perseguida. A finalidade do livro de Daniel é sustentar a esperança do povo fiel e provocar a resistência contra os opressores. Textos Deuterocanônicos 3, 24-90; 13-14
·        Oséias (Os) - Deve ter profetizado por volta dos anos 750 a.C. Fala das infidelidades de Israel com seu Deus denunciando todo tipo de idolatria que ele chama de prostituição. Compara também a união de Deus com seu povo ao amor de um noivado.
·        Joel (Jl) - Parece ter profetizado entre os anos 400 e 350 a.C. Uma expressão une todo o livro: o dia de Javé, isto é, o juízo final: o grande dia em que a humanidade prestará contas a Deus.
·        Amós (Am) - Era camponês e pastor. Profetizou entre os anos 780 a 744 a.C. Amós condena as injustiças sociais que massacram o povo, especialmente a corrupção dos Juízes e a opressão dos pobres. Ameaça tais injustiças com castigos.
·        Abdias (Ab) - Profetizou lá pelos anos 550 a.C. Aborda o tema da solidariedade dos mais fracos diante do poder opressor. Anuncia castigos contra Edom (idumeus) e o triunfo de Israel no dia de Javé.
·        Jonas (Jn) - Apresenta o tema da misericórdia de Javé que não é um Deus nacional, mas um Deus de toda a humanidade. O livro de Jonas, mais do que um livro profético poderia ser colocado na linha sapiencial.
·        Miquéias (Mq) - Profetizou no mesmo período de Isaías (século VII a.C.). Denuncia um mal mais perverso do que a própria guerra em andamento: a cobiça e as injustiças sociais, nas quais ele vê a causa principal da ira de Deus.
·        Naum (Na) - Profetizou entre os anos 633 a 612 a.C.  Naum deixa bem claro que os grandes poderosos do mundo não são eternos. Por mais que eles dominem e humilhem os pequenos um dia ruirão como Nínive.
·        Habacuc (Hab) - Profetizou entre os anos 625 a 598 a.C. Vendo o seu país sofrer uma opressão violenta pede socorro a Deus; analisando pois o problema do mal, diz que no final Deus salvará os justos e punirá o mal.
·        Sofonias (Sf) - Profetizou entre os anos 640 a 630 a.C. Ele mostra como sobre toda essa situação de injustiça, exploração e idolatria pesa o julgamento de Deus: o dia de Javé.
·        Ageu (Ag) - Profetizou por volta do ano 520 depois da volta dos exilados, no tempo em que a comunidade judaica procurava reconstruir suas bases de fé e vida social. Anima o povo na reconstrução do Templo e anuncia os tempos messiânicos; isto é, o povo voltará à sua grandeza anterior com um descendente de Davi.
·        Zacarias (Zc) -  Contemporâneo do profeta Ageu, profetiza no mesmo contexto sócio-político-religioso. Prega uma reforma moral e exorta o povo a reconstruir o Templo. Fala da vinda do Messias e da conversão das nações.
·        Malaquias (Ml) - O profeta fala do amor de Deus pelo seu Povo. E adverte que se Deus não está concedendo mais bençãos é porque está havendo adúltério, divórcios, etc. Provavelmente profetizou lá pelo ano 444 a.C.
  

Novo Testamento

O Novo Testamento é a parte da Bíblia onde encontramos o anúncio da pessoa de Jesus Cristo. Ele veio ao mundo para estabelecer uma Aliança definitiva entre Deus e os homens. Os primeiros quatro livros são os EVANGELHOS.

Evangelho

Evangelho - É uma palavra grega que significa ‘boa notícia’. São escritos que nasceram em comunidades cristãs entre 30 e 70 anos depois da morte de Jesus, refletindo suas necessidades, seus problemas e seu compromisso de fé. Todos os fatos relatados ocorreram depois do nascimento de Jesus Cristo (d.C. = depois de Cristo).

Os Evangelhos são 4 (quatro) Mateus, Marcos, Lucas e João

·        Evangelho Segundo Mateus (Mt) -  O Evangelho de Mateus é dirigido especialmente aos Judeus convertidos; por isso, tem o cuidado de mostrar que Jesus de Nazaré é o herdeiro das promessas feitas por Deus a Davi. Portanto, Jesus é o Messias anunciado pelos profetas.
            
Mateus, Marcos e Lucas são chamados de sinóticos ( = olhar juntos), pois têm muitas coisas em comum entre si.
·        Evangelho Segundo Marcos (Mc) - É a redação ,mais antiga dos evangelhos, feita no ano 70d.C., provavelmente em Roma, onde o autor pôde ler e meditar as cartas de São Paulo.
Marcos põe em evidência os milagres de Jesus, pois pretende mostrar a bondade do Senhor e sua divindade, não se preocupando muito com as datas. Seu Evangelho se dirige especialmente aos cristãos vindo do paganismo; portanto, de origem grega ou romana.
·        Evangelho Segundo Lucas (Lc) Lucas apresenta a vida  e a atividade terrestre de Jesus como uma grande viagem que vai da galiléia até Jerusaslém, centro político do judaísmo. É também o evangelista que mais fala sobre o nascimento e a infância de Jesus. Se dirige especialmente aos cristãos de origem pagâ: gregos e romanos.

A originalidade de Lucas foi escrever 2 (dois livros) - Evangelho e Atos. Ele viveu em contato com os pagãos convertidos, demonstrando assim grande preocupação missionária.
·        Evangelho Segundo João -  João escreve seu Evangelho de maneira original, penetrando o mistério das humilhações e da glória do Cristo. Fala da ‘vida Eterna’ como realidade já presente na terra, na Pessoa de Jesus. João escreve não aos pagãos, mas aos cristãos.
Um evangelista da escola de João transcreve a pregação do apóstolo. Um redator final deu a forma que chegou até nós (ano 100 d.C.).

Atos dos Apóstolos

Atos dos Apóstolos encontra-se depois dos Evangelhos. Afirma que Jesus Cristo morreu e ressuscitou, completando sua missão aqui entre nós e que depois dele, quem vai continuá-la será o Espírito Santo por meio dos apóstolos e evangelizadores, até os extremos confins da terra. Fala da época na qual nasce a Igreja.

No livro dos Atos

No livro dos Atos é apresentada a atividade dos Apóstolos como grande viagem que vai de Jerusalém até Roma, o centro do mundo naquela época. Quatro pontos se destacam no Livro: O Anúncio, a Catequese, a vidas das Comunidade e a Missão.
Foi escrito entre os anos 80 e 90 d.C. O autor é o mesmo do 3º Evangelho. A Tradição desde o II séc.; o identifica com o médico que acompanhou Paulo

As cartas de Paulo

As Cartas de são Paulo encomtram-se depois dos Atos dos Apóstolos. Elas são respostas a situações concretas e problemas específicos das primeiras comunidades cristãs, fundadas pelo grande anunciador do Evangelho, espalhadas em terras pagãs.
Revelam as dificuldades, a perseverança e a ousadia na grande missão de fazer surgir grupos cristãos em meio a situaçãoes contrárias ao Evangelho. Podem ser divididas em 2(dois) grupos: Cartas para as Comunidade e Cartas Pastorais.

Cartas para as Comunidades

As Cartas para as Comunidades são àquelas enviadas por Paulo às comunidades que ele fundara. Elas são 9 (nove).
·        Carta aos Romanos (Rm) - Somente a fé em Jesus Cristo pode salvar. Paulo não fundou esta comunidade.
·        1ª Carta aos Coríntios (1ªCor.) Ensina como superar os conflitos na comunidade. Corinto era uma rica cidade comercial. Paulo fundou a comunidade entre os anos 50 e  52 d.C.
·        2ª Carta aos Coríntios (2ªCor.)  Nos diz que a força se manifesta na fraqueza. É portanto uma dose de ânimo para a comunidade que se sente desanimada.
·        Carta aos Gálatas (Gl) - A galácia era uma região da Ásia Menor.  E esta carta é um manifesto da liberdade cristã.
·        Carta aos Efésios (Ef) - Tem com eixo central, o Mistério e a vida daIgreja. Paulo escreveu esta carta na prisão.
·        Carta aos Filipenses (Fl) Felipe foi a 1ª cidade européia a receber o Evangelho. Essa carta tem como objetivo fornecer critérios para distinguir o verdadeiro Evangelho.
·        Carta aos Colossenses (Cl) - Colossas era uma pequena cidade da Ásia Menor. Esta carta tem como objetivo principal afirmar que Cristo é a imagem do Deus invisível
·        1ª Carta aos Tessalonicenses (1ªTs) É o primeiro escrito do NT (50-51 d.C.) Esta carta tem como eixo central: a fé, a esperança e o amor.
·        2ª Carta aos Tessalonicenses (2ªTs) - Tessalônica era uma grande cidade comercial.  O tema central desta carta é: Como resistir aos conflitos.

As Cartas Pastorais

As cartas Pastorais são àquelas enviadas para às lideranças das comunidades.  Elas são 5 (cinco).
·        1ª Carta a Timóteo (1ªTm) - Timóteo foi discípulo e colaborador de Paulo. Esta carta é uma instrução para o ministério.
·        2ª Carta a Timóteo (2ª Tm) - Foi escrita na prisão em Roma (ano 67 d.C.). Nela Paulo faz algumas considerações sobre os últimos dias.
·        Carta a Tito (Tt) - Tito é o delegado pessoal de Paulo na ilha de Creta. Esta carta fala da sã doutrina, isto é, a vontade salvadora de Deus trazida por Cristo.
·        Carta a Filemon (Fl)  Esta é uma carta de recomendação para o escravo Onésio, cujo objetivo é alertar para o preconceito e exploração. ‘Em Cristo somos todos irmãos’.
·        Carta aos Hebreus (Hb) - Escrita por um discípulo de Paulo e trás como mensagem central: Cristo, Único e verdadeiro Sacerdote.

 As Cartas Católicas

As cartas católicas - São  àquelas encontradas logo depois das Cartas de Paulo. A palavra católica significa ‘universal’. Essas cartas são assim chamadas porque foram escritas para uma comunidade ou pessoa em particular, mas endereçada a toda a Igreja. Elas são 7 (sete).
·        Carta de São Tiago (Tg) - Autor: Judeu de origem grega do final do I séc. Para ele a fé sem obras é morta.
·        1ª Carta de São Pedro (1ª Pd) - Esta carta foi escrita para as comunidades da Ásia Menor. Ela chama a atençaõ para a autênticidade do testemunho.
·        2ª Carta de São Pedro (2ªPd) - É o último escrito do NT (meados do séc. II). Ela ensina como perseverar na esperança.
·        1ª Carta de São João (1ª Jo) - O objetivo do autor é afirmar que o dinamismo da Fé é o Amor.
·        2ª Carta de São João (2ªJo) – Esta carta é um complemento da primeira. Aqui o autor convida a Igreja a viver na verdade.
As duas cartas foram escritas no fim do séc. I por João ou um discípulo  seu  e dirigidas às comunidades da Ásia Menor.
·        3ª Carta de São João (3ªJo) - Fala dos Cooperadores da verdade. É uma carta de encorajamento.
·        Carta de Judas (Jd) - Escrita no final do séc.I. Tem como objetivo principal, não deixar que a fé se enfraqueça.

 Apocalípse

Apocalípse -  É uma palavra grega que quer dizer: ‘Revelação’: Revelação de Jesus Cristo (Ap. 1,1)
O Apocalípse de são João é o último livro da Bíblia. Nele o autor usou uma linguagem cheia de símbolos, porque se dirigia às comunidades que viviam em meio à perseguição romana, no fim do séc. I.

Segue a 2ª parte


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ESCREVA PARA: Xavier Cutajar