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sexta-feira, 30 de abril de 2010

MONOTEÍSMO





















VÍDEO SOBRE O MONOTEÍSMO
http://www.youtube.com/watch?v=KGxNhtKxdVc





O monoteísmo pode ser provado?









Pergunta: "O monoteísmo pode ser provado?"



Resposta: Definição de Monoteísmo – Monoteísmo vem de “mono” (um) e “theism” (crença em Deus). Especificamente, é a crença em um só Deus que é o único Criador, sustentador e juiz de toda a criação. Monoteísmo difere de henoteísmo, que é a crença em vários deuses com um Deus supremo acima deles. Também se opõe ao politeísmo, que é a crença na existência de mais de um deus. 



Há vários argumentos para o monoteísmo, incluindo a revelação especial (Sagradas Escrituras), revelação natural (filosofia), assim como antropologia histórica. Esses tipos de revelação vão ser explicados brevemente na lista abaixo, mas essa lista não deve ser considerada completa de forma alguma.



Argumentos Bíblicos para o Monoteísmo – Deuteronômio 4:35: "A ti te foi mostrado para que soubesses que o SENHOR é Deus; nenhum outro há senão ele." Deuteronômio 6:4: "Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR." Malaquias 2:10 a: "Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus?" 1 Coríntios 8:6: "Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele." Efésios 4:6: "Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós." 1 Timóteo 2:5: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." Tiago 2:19: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem."



Obviamente, para muitas pessoas, não seria suficiente afirmar que há apenas um Deus porque é o que a Bíblia ensina. Isso é porque sem Deus não há como provar que a Bíblia é Sua Palavra! No entanto, alguém pode argumentar que, já que a Bíblia tem a mais confiável evidência supernatural que confirma o que ensina, monoteísmo poder ser provado baseado neste fato. Um argumento parecido seria as crenças e ensinamentos de Jesus Cristo, quem provou que era Deus (ou pelo menos aprovado por Deus) por seu nascimento e vida milagrosos, assim como o milagre da Sua ressurreição. Deus não pode mentir ou ser enganado; portanto, o que Jesus acreditava e ensinava era verdade. Portanto, monoteísmo, que era em que Jesus acreditava e ensinava, é verdade. Esse argumento pode não impressionar muito aquelas pessoas que não são familiares com o caso de confirmações supernaturais da Escritura e Cristo, mas é um bom começo para aqueles que são familiares com sua veracidade e solidez. 



Argumentos Históricos para o Monoteísmo – Argumentos de popularidade são notoriamente suspeitos, mas é interessante observar como o monoteísmo tem afetado outras religiões mundiais. A teoria popular de desenvolvimento religioso evolucionário tem origem em uma opinião evolucionária da realidade em geral, e da pressuposição da antropologia evolucionária que enxerga culturas “primitivas” como representantes de estágios anteriores de desenvolvimento religioso. Mas os problemas com essa teoria evolucionária são vários: (1) O tipo de desenvolvimento que descreve nunca foi observado – na verdade, não aparenta existir em nenhuma cultura qualquer tipo de desenvolvimento ascendente ao monoteísmo – o contrário é o que aparenta ser o caso. (2) A definição do método antropológico de “primitivo” se iguala ao desenvolvimento tecnológico, e isso dificilmente seria um critério satisfatório, já que há tantos componentes em qualquer determinada cultura. 



(3) Os supostos estágios estão faltando com frequência ou são completamente ignorados. (4) Finalmente, a maioria das culturas politeístas mostram vestígios de monoteísmo nos primeiros estágios de seu desenvolvimento. O que achamos é que esse Deus monoteísta era pessoal, masculino, morava no céu, tinha grande poder e conhecimento, criou o mundo, é o autor da moralidade que precisamos obedecer, que temos na verdade desobedecido e de quem somos, como resultado, alienados, mas que Ele tem providenciado uma forma de reconciliação. Quase toda religião apresenta uma certa variação desse Deus em algum ponto de seu passado antes de se tornar no grande caos do politeísmo. Portanto, parece que a maioria das religiões começaram com monoteísmo e se “desenvolveram” até o politeísmo, animismo e mágica – não o contrário (O Islamismo é um caso muito raro, tendo vindo do politeísmo até a crença monoteísta). Até com esse movimento, politeísmo é muitas vezes funcionalmente monoteísta ou henoteísta. Raramente uma religião politeísta não vai ter um um de seus deuses exercendo soberania sobre todos os outros, com os deuses inferiores agindo como intermediários.



Argumentos Filosóficos e Teológicos para o Monoteísmo – Há vários argumentos filosóficos para a impossibilidade da existência de mais de um Deus. Muitos desses argumentos dependem bastante da posição metafísica de alguém em relação à natureza da realidade. Infelizmente, em um artigo tão curto como este, seria impossível defender essas posições metafísicas básicas para então mostrar o que elas ensinam em relação ao monoteísmo, mas fique certo de que há fortes bases teológicas e filosóficas para essas verdades que datam milênios atrás (e a maioria são bem evidentes). Em resumo, então, temos três argumentos que alguém pode escolher investigar (listados em certa ordem de dificuldade):



1. Se mais de um Deus existisse, então o universo estaria em total desordem por causa de múltiplos criadores e autoridades, mas não está em desordem; portanto, há apenas um Deus.



2. Já que Deus é um ser completamente perfeito, então não pode existir um segundo Deus, pois eles teriam que ser diferentes de alguma forma, e ser diferente de perfeição completa é ser menos que perfeito e não Deus.



3. Já que Deus é infinito em Sua existência, então Ele não pode ter partes (pois partes não podem ser adicionadas para alcançar o infinito). Se a existência de Deus não é só uma parte dEle (o que o é para todas as coisas que podem ou não ter existência), então Ele tem que ter uma existência infinita. Portanto, não pode haver dois seres infinitos, pois um teria que ser diferente do outro, e ser diferente da existência infinita é não existir de forma alguma.



Alguém pode querer argumentar que muitos desses argumentos não excluiriam uma sub-classe de “deuses”, e isso é aceitável. Apesar de que sabemos que isso não é verdade biblicamente falando, não há nada de errado com esse pensamento em teoria. Em outras palavras, Deus poderia ter criado uma sub-classe de “deuses”, mas a verdade é que Ele não fez assim. Se tivesse, esses “deuses” seriam seres criados e com limites, provavelmente como os anjos (veja Salmo 82). Isso não é um argumento contra o monoteísmo, que não defende que não pode haver outros seres espirituais – apenas que não pode existir um outro Deus atual.


POLITEÍSMO



POLITEÍSMO









                                                                          











































O que é politeísmo?







Pergunta: "O que é politeísmo?"


Resposta: Politeísmo é a crença que existem muitos deuses. Ao examinar a palavra, "poli" vem da palavra grega para "muitos"e "teísmo" da palavra grega para "deuses". Politeísmo provavelmente tem sido a característica dominante de muitas religiões na história humana. O exemplo mais comum de politeísmo da antiguidade é a mitologia grega / romana (Zeus, Apolo, Afrodite, Posêidon, etc). O exemplo moderno mais claro de politeísmo é o Hinduísmo, o qual tem mais de 300 milhões de deuses. Apesar do hinduísmo ser, em essência, panteísta, ele ainda possui crenças em muitos deuses. É interessante notar que até mesmo em religiões politeístas, existe um deus que é supremo sobre outros deuses, ex: Zeus na mitologia romana / grega e Brahma no Hinduísmo.


Alguns argumentam que a Bíblia ensina politeísmo no Velho Testamento. É verdade que muitas passagens se referem a "deuses" no plural (Êxodo 20:3; Deuteronômio 10:17; 13:2; Salmos 82:6; Daniel 2:47). A Israel da Antiguidadade entendia completamente que havia apenas um Deus verdadeiro, mas frequentemente não viviam como se realmente acreditassem que isso fosse realmente verdade, por isso continuavam a cair em idolatria e no louvor de outros deuses. Então, como devemos encarar essas passagens e outras que falam de múltiplos deuses? É importante notar que a palavra hebraica elohim era usada para se referir ao Deus verdadeiro e aos deuses / ídolos falsos. Funcionava quase identicamente à palavra inglesa "Deus". Quando a palavra elohim era usada para descrever Jeová, estava retratando Sua natureza triúna – três Deuses em um.

Descrever algo como um "deus" não significa que você acredita que esse ser seja um ser divino. A grande maioria das Escrituras do Velho Testamento que falam de "deuses" estão falando de deuses falsos, aqueles que clamam ser deuses mas na verdade não são. 2 Reis 19:18 resume muito bem: "E lançaram os seus deuses no fogo; porquanto não eram deuses, mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram". Note também Salmos 82:6-7: "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo. Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes".

O que a Bíblia ensina claramente vai de encontro ao que o politeísmo ensina. Deuteronômio 6:4 nos diz: "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." Salmos 96:5 declara: "Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o SENHOR fez os céus." Tiago 2:19 diz: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem." Acreditar no único Deus verdadeiro exige que vivamos de uma forma que demonstra essa crença.


VÍDEO SOBRE O POLITEÍSMO




     

segunda-feira, 26 de abril de 2010

TOTEMISMO

Totemismo
Conjunto de idéias e práticas baseadas na crença num parentesco místico entre os homens e animais, plantas, objetos ou fenômenos naturais, que constituem o totem.
Religião
Fenômeno comum a inúmeras sociedades tribais, o totemismo entusiasmou cientistas sociais do começo do século XX como uma das vias de explicação da origem das estruturas sociais e psicológicas da humanidade.
Totemismo é um conjunto de idéias e práticas baseadas na crença da existência de um parentesco místico entre seres humanos e objetos naturais, como animais e plantas. O conceito refere-se a uma ampla variedade de relações de ordem ideológica, mística, emocional, genealógica e de veneração entre grupos sociais ou indivíduos específicos e animais ou outros objetos naturais, que constituem o totem. O termo deriva da palavra ototeman, do idioma dos índios algonquinos, do leste dos Estados Unidos. A raiz gramatical ote indica uma relação de sangue entre irmãos e irmãs, filhos da mesma mãe, que não podem se casar entre si.
De início os antropólogos restringiram a designação totemismo à associação de um grupo de pessoas com o objeto totem. Um totem não poderia se confundir com um animal ligado a uma única pessoa, seja como espírito guardião, animal familiar ou fonte de poder sobrenatural, nem com manifestações casuais, como a transformação de um homem em lobisomem ou a "possessão" de um xamã por um espírito animal, "donos" sobrenaturais de animais. No final do século XX, porém, a expressão totemismo individual tem sido aplicada a muitos desses fenômenos.
Diz-se que há totemismo numa sociedade se esta for dividida num número identificável e aparentemente fixo de clãs, cada um dos quais tem uma relação específica com um totem animado ou inanimado; se um membro de um desses clãs não pode normalmente passar para outro; e se as pessoas que vivem na mesma localidade pertencem a diferentes clãs totêmicos. Um totem pode ser um animal temido, imitado ou perigoso, uma planta comestível ou qualquer alimento básico. Geralmente ligado à moralidade institucional, o totem é quase invariavelmente impregnado de tabus de evitação ou de contato rigidamente ritualizado.
A inserção num grupo totêmico, que é, num certo sentido, hereditária e perpétua, regula as relações da criança com seus parentes de sangue e designa as famílias que podem oferecer parceiros aceitáveis para a procriação. Totem, tabu e exogamia (o casamento fora do grupo) estão inextricavelmente entrelaçados. Nenhuma sociedade conhecida atende a todos os critérios do totemismo ideal, mas em muitos grupos os fenômenos característicos estão presentes em número suficiente para garantir a designação de totêmicos.
Há muitas teorias e hipóteses relacionadas ao totemismo. A primeira foi proposta pelo etnólogo escocês John Ferguson McLennan, que buscou entender o totemismo numa perspectiva ampla. Em The Worship of Animals and Plants (1869; O culto de animais e plantas), McLennan não tentou explicar a origem específica do fenômeno do totemismo, mas sim indicar que toda a raça humana passou pelo estágio totêmico num momento remoto de sua evolução. O primeiro trabalho abrangente sobre o assunto, porém, foi Totemism and Exogamy (1910; Totemismo e exogamia), do britânico Sir James Frazer.
No período de grande florescimento da sociologia e antropologia cultural, nas primeiras décadas do século XX, o totemismo atraiu muita atenção. Uma das mais intensas discussões foi sobre a ligação entre totemismo e religião, negada por alguns, como o americano Alexander Goldenweiser, e afirmada por outros, como o francês Émile Durkheim. Em 1916, o americano Franz Boas afirmou que o totemismo era uma unidade "artificial", só existente no pensamento dos etnólogos. Essa opinião foi partilhada pelo britânico Radcliffe-Brown. O crítico mais incisivo do totemismo, que negou até mesmo a realidade do fenômeno, foi Claude Lévi-Strauss. Em Le Totémisme aujourd'hui (1963; O totemismo hoje), ele concluiu que o totemismo não passa de uma expressão simbólica, que permite ao indivíduo um melhor entendimento da realidade social e da diferenciação de clãs e papéis.






VÍDEO SOBRE  XAMANISMO,  ANIMISMO E  TOTEMISMO  




ANIMISMO




                                              ANIMISMO

O termo Animismo foi criado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva).
Pelo termo Animismo, Tylor designou a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); é um princípio vital e pessoal, chamado de "ânima", o qual apresenta significados variados:
  • cosmocêntrica significa energia
  • antropocêntrica significa espírito
  • teocêntrica significa alma
Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuirem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: "Todas as coisas são Vivas", "Todas as coisas são Conscientes", ou "Todas as coisas têm ânima".
Animismo possui três simples regras:
  • Tudo no cosmo tem "ânima";
  • Todo o "ânima" é transferível;
  • Tudo ou todo que transfere "ânima" não perde a totalidade de seu "ânima", mas quem ou que recebe perde parte ou a totalidade de seu "ânima", o qual será tomado pelo "ânima" doador.
A partir da década de 50, o termo deixa de ser utilizado pela Antropologia por ser considerado muito genérico, uma vez que se aceita que elementos animistas estão presentes em quase todas as religiões.
Atualmente, discute-se quais foram historicamente os primeiros cultos que deram origem a todas as religiões e a todos os deuses. Alguns historiadores e cientistas defendem a tese de que foram os mitos politeístas, enquanto outros afirmam que foram os cultos animistas.

]Uso do termo no espiritismo

Na literatura espírita, o termo Animismo é usado para designar um tipo de fenômeno onde é o Espírito encarnado do próprio médium que se manifesta por ele.

Para melhor entendimento desse fenômeno, convém usarmos as denominações utilizadas pelo estudioso espírita Hermínio Miranda, quais sejam, a de chamarmos o Espírito, que, segundo o Espiritismo, tem uma infinidade de existências, de individualidade, chamando cada uma das existências do mesmo de uma de suas personalidades.
Admitida a pluralidade das existências, resta evidente que a individualidade deve possuir um conhecimento imensamente superior ao de cada uma de suas personalidades, pois soma ao conhecimento da atual personaliade tudo o que aproveitou das que representou nas existências pregressas.
Desse modo, na manifestação anímica, o médium pode expressar muitos conhecimentos que ele, enquanto personalidade, não possui. Daí decorre, muitas vezes, que não há como se saber se uma manifestação é anímica ou realmente mediúnica, ocorrendo esta última tão somente quando o Espírito que se comunica não é o que está encarnado no médium.
É bom saber que não existe uma dicotomia(dualidade) entre fenômeno anímico e fenômeno mediúnico. Na grande maioria das vezes o que ocorre é um estado intermediário com maior ou menor participação do Espírito encarnado no médium em relação ao Espírito desencarnado que por ele se expressa.

]Religiões e crenças baseadas no animismo










        VÍDEO SOBRE O ANIMISMO 




quinta-feira, 22 de abril de 2010

RELIGIÃO E CULTURA


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Religião e cultura
Por: Maria Clara Bingemer 
O mundo em que  vivemos não é mais como aquele onde viveram nossos antepassados, nossos avós, as gerações que sempre nasceram e se criaram cercados dos símbolos, dos sinais e das afirmações da fé cristã e – mais do que isso – católica.  Hoje vivemos num mundo onde a religião muitas vezes desempenha mais o papel de cultura e força civilizatória do que propriamente de credo de adesão que configura a vida. Mais ainda: vivemos num mundo  plural em todos os aspectos e termos.  Desejamos dizer com isso que a pluralidade advinda da globalização afeta não apenas os terrenos econômico e social, mas igualmente os  políticos, culturais e também religiosos. 
Em nossos dias as pessoas nascem e crescem no meio de um mundo onde se cruzam, dialogam e interagem de um lado o ateísmo , a descrença e/ou a indiferença religiosa, e de outro lado várias religiões, antigas e novas que se entrecruzam e se interpelam reciprocamente.  O Cristianismo histórico – e, portanto, também e não menos a fé e a religião em geral -  se encontram  no epicentro desta interpelação e desta pluralidade.
Hoje assistimos à privatização da vida religiosa, que vai de par com a autonomia do homem moderno , diferente da religiosidade que regia o mundo teocêntrico medieval..  Cada um compõe sua própria “receita”religiosa e o campo religioso passa a se assemelhar a um grande supermercado assim como também a um “lugar de trânsito”onde se entra e se sai.  A modernidade não liquidou com a religião, mas esta ressurge com nova força e nova forma, não mais institucionalizada como antes, mas sim plural e multiforme, selvagem e mesmo anárquica, sem condições de voltar a sua configuração  pré-moderna.
O ser humano que viveu a crise da modernidade, ou que nasceu em meio ao seu clímax, e já nada em águas pós-modernas, diferentemente do adepto da religião institucional, que adere a uma só religião e nela permanece; ou mesmo do ateu ou agnóstico, que nega a pertença e a crença em qualquer religião é como um “peregrino” que caminha por entre os meandros das diferentes propostas que compõem o campo religioso, não tendo problemas em passar de uma para outra, ou mesmo de fazer sua própria composição religiosa com elementos de uma e outra proposta simultaneamente.
A experiência religiosa hoje, portanto, é constantemente desafiada a inculturar-se incessantemente, ou seja, a entrar incessantemente e a dizer-se  dentro de uma nova matriz cultural.  Nessa tentativa,  defronta-se hoje com uma outra face que convive lado a lado com  a da secularidade moderna, geradora da suspeita e do ateísmo, onde a Transcendência está submetida à constante e incessante crítica da razão e da lógica iluminista.  E esta outra face é a face da pluralidade .  Face esta que, por sua vez, implicará na existência de  uma inter-face: a das diferentes tentativas do diálogo inter-religioso , da prática plurireligiosa e da religião do outro como condição de possibilidade de viver mais profunda e radicalmente a própria fé.






VÍDEO: CULTURA E RELIGIÃO 
http://www.youtube.com/watch?v=lcPfQAARb1M